O som do sopro

Estúdio de Trompete da UFSM, que revive a tradição do instrumento de sopro, participa de encontro internacional

Publicado em 11/06/2018 às 13:10

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O trompete é um dos instrumentos mais antigos que se tem registro, tendo surgido em 7000 A.C. Na UFSM, o curso de Bacharelado em Música – Trompete mantém a tradição do instrumento de sopro, desenvolvendo atividades através do projeto de extensão Estúdio de Trompete, criado há quase 40 anos. Os encontros do Estúdio, orientados pelo professor Clayton Miranda, acontecem na subunidade dos metais do prédio 40B e no teatro Caixa Preta.

 

Os integrantes do Estúdio de Trompete participam, entre os dias 11 e 12, do I Fórum sobre a Pedagogia e Performance do Trompete UFSM e, simultaneamente, do Trumpet Fest Brazil na UFSM. Ambos os eventos oferecem palestras, oficinas, mesa redonda, ensaios e concertos junto aos melhores trompetistas da região sul do país, do estado de Minas Gerais e da Argentina, contribuindo para o intercâmbio cultural. Confira a programação aqui.

 

O trompete

O instrumento é o mais agudo da família dos metais e é composto de bocal, tubo, pistão e campana. O bocal é a região onde se assopra; o pistão permite expandir a quantidade de notas que o instrumento pode emitir; e a campana é o orifício que permite a saída do som.

Tipos de trompetes

Para utilizar o instrumento é necessário muito fôlego porque demanda soprar, vibrar e articular os dedos. Segundo o professor Clayton, os alunos do Estúdio podem ser considerados “atletas-artistas” por possuírem uma rotina grande de fundamentos e performance.

Integrantes do Estúdio de Trompete ensaiando

Público

As aulas são sempre individuais e os ensaios acontecem três vezes na semana. Alunos de outros cursos também podem participar. Em 2017, alunos da Escola Estadual Manuel Ribas, da Banda do Exército e da Base Aérea eram ativos no grupo. Além disso, o grupo apoia o curso de Extensão da Música, promovido pelos professores e estudantes de Música na UFSM, com aulas no centro de Santa Maria. Os alunos mais experientes ensinam os mais novos – e essa é apenas uma das formas de envolver a sociedade no projeto.

Acadêmicos e professor do curso de Música ensaiando no Teatro Caixa Preta

A estudante Jeanny Strasse, que participa do Estúdio de Trompete, foi a primeira mulher a ingressar no curso de Bacharelado em Trompete da UFSM. Ela comenta que o Estúdio proporcionou um ânimo a mais para estudar. Para ela, “tocar faz bem para a alma”. A apresentação mais marcante para Jeanny foi realizada em uma catedral na cidade de Silveira Martins. “Nós estávamos tocando no segundo andar e o público assistiu do andar debaixo. Foi um momento legal porque lembrou o tempo que os trompetistas tocavam nas torres dos palácios”, relembra a estudante.

Jeanny Strasse, a primeira mulher a ingressar no curso de Bacharelado em Trompete da UFSM

Um dos lemas do Estúdio é “aqui se aprende técnica, lá fora se faz música”. Por esse motivo, o grupo participa de muitos eventos que dizem respeito ao trompete, como em apresentações da Orquestra Sinfônica de Santa Maria ou do conhecido grupo que realiza cover dos Beatles, a banda Magical Mistery. Segundo Clayton, “quando o público entra em contato com o trabalho desenvolvido, ele tem a oportunidade de conhecer trabalho de qualidade produzido por alunos”.

 

O estilo musical

Sem medo de experimentar (ou arriscar), o coordenador afirma que no Estúdio são ensaiadas desde música erudita até músicas mais populares do século 21, como eletrônica, MPB ou frevo.

 

 

Reportagem: Mirella Joels

Fotografia: Rafael Happke

Infografia: Juliana Krupahtz