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UFSM

A SÍNTESE DE PROTEÍNAS

            No final dos anos 50 uma das áreas que envolvia maior número de pesquisas era o “problema da decodificação” – Como a informação de uma seqüência linear de nucleotídeos do RNA é traduzida para uma seqüência linear de aminoácidos? No início da década de 60, o código genético, ou seja as regras usadas pela célula na conversão da seqüência de nucleotídeos em seqüência de aminoácidos, foi finalmente decifrado.

            No processo de tradução, a partir de um ponto inicial (códon de iniciação AUG) os nucleotídeos do mRNA são lidos de três em três, de forma consecutiva. Cada trinca de nucleotídeos ou códon, corresponde a um aminoácido específico. A correspondência códon - aminoácido é universal, ou seja, todos os organismos usam a mesma forma de conversão. As poucas exceções conhecidas para o código genético ocorrem na síntese de proteínas nas mitocôndrias.

FUNÇÃO DOS tRNAS

           Os códons presentes no mRNA não interagem de modo direto como os aminoácidos. Essa interação é feita através de moléculas adaptadoras, os RNA denominados de transportadores ou de transferência. Esses RNAs são pequenos, constituídos aproximadamente 80 nucleotídeos, e suas bases formam pontes de hidrogênio em várias regiões, dando á molécula uma forma tridimensional típica, semelhante a uma folha de trevo (ver estrutura dos ácidos nucléicos). A estrutura em folha de trevo sofre ainda dobramentos adicionais que resultam em uma forma final em “L” onde é possível reconhecer duas regiões com funções distintas (anticódon e associação com o aminoácido).

            Através da região do anticódon, os tRNAs reconhecem no mRNA códons que sejam complementares e estabelecem com as bases do mRNA pontes de hidrogênio (pareamento códon-anticódon). Na extremidade 3’terminal que fica sob forma de fita simples, as moléculas de tRNA se ligam com um aminoácido específico.

            O pareamento anticódon-códon é chamado de oscilante pois a última base das trincas pode ser pareada de modo errado ou não equivalente. Isso explica porque, por exemplo, UCA, UCC, UCG e UCU correspondem ao aminoácido serina. O número exato de tipos de tRNA varia de uma espécie para outra, mas graças ao pareamento oscilatório com a terceira base do códon, 31 tipos de tRNA podem transportar 20 aminoácidos diferentes que correspondem a 21 códons.

LIGAÇÃO ENTRE OS AMINOÁCIDOS E OS tRNAS  

           As enzimas que ligam de modo específico aminoácido e tRNA são denominadas de aminoacil-tRNA sintetases. Cada aminoácido é ligado por uma sintetase diferente (ao todo são vinte). O nucleotídeos presentes na molécula tRNA permitem que um tipo de aminoacil sintetase específico se ligue à extremidade 3’ do tRNA e adicione apenas um determinado aminoácido. A ligação aminoácido – tRNA é de alta energia e é usada posteriormente na síntese de proteínas, para realizar a ligação covalente entre os aminoácidos.

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