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Ondas

          Um fenômeno interessante de observar nos estádios de futebol é o seguinte: os espectadores de uma coluna se colocam de pé e sentam, sem sair do lugar, quando percebem que os espectadores da coluna adjacente o fez.


          O efeito coletivo é um pulso que se propaga pelos espectadores do estádio.

          Quando o pulso se propaga para a direita, por exemplo, os espectadores de uma coluna fazem o movimento um pouco depois que os espectadores da coluna adjacente à esquerda e dizemos que existe uma diferença de fase entre os movimentos das colunas.

          Os espectadores de cada coluna apenas se põem de pé e sentam, não se deslocando lateralmente. Eles não vão junto com o pulso e são, por assim dizer, o meio material através do qual o pulso se propaga.

          Se os espectadores se colocam de pé e sentam de modo contínuo, dizemos que uma onda se propaga pelos espectadores do estádio.

          Para discutir um pouco mais o fato de que a onda não transporta matéria, vamos considerar uma onda do mar. Podemos ver que a água não vai junto com a onda observando uma bola flutuando sobre a água.


          A bola descreve uma circunferência (ou uma elipse) para cada intervalo de tempo que leva a onda para se propagar uma distância equivalente à distância entre duas cristas. A bola não abandona a pequena região onde se encontra.

          Longe da praia, cada partícula de água se move numa trajetória circular ou elíptica num plano vertical.


          O movimento de cada partícula pode ser considerado como a superposição de dois movimentos harmônicos simples de mesma freqüência, um na horizontal e outro na vertical. As oscilações das partículas não estão confinadas apenas à superfície, estendendo-se para o fundo com amplitude decrescente.

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