Portal do Governo Brasileiro

Os alunos do curso de Arquitetura e Urbanismo participaram, entre os dias 22 e 26 de maio, da 12ª edição da Oficina Transdisciplinar. A atividade é realizada anualmente e a fim de integrar alunos e professores de todos os semestres mediante estudos e propostas arquitetônicas e urbanísticas.

Com o tema “Desperte os seus sentidos e perceba o seu entorno”, esta edição do evento teve como objetivo a criação de alternativas de acessibilidade dentro do Campus da UFSM. Divididos em oito grupos, os estudantes apresentaram propostas visando a adaptação do ambiente universitário para melhor receber alunos e servidores com deficiência.

 

SITE 3

 

No primeiro dia de atividades, o evento contou com cinco palestras, que tiveram o objetivo de apresentar o tema e guiar os alunos para o desenvolvimento de seus projetos. Confira a lista de atividades:

  • “Políticas e práticas para a inclusão” - Núcleo de Acessibilidade da UFSM
  • “Desenho universal em espaços públicos: projetando além da acessibilidade” - Professora Vanessa Dorneles, Curso de Arquitetura e Urbanismo da UFSM, Campus Cachoeira do Sul
  • “Recursos de acessibilidade em projetos arquitetônicos” - Rafaela Falcão Socoloski, doutoranda na UFRGS
  • “Praças inclusivas para quem? ” - Professora Cândida Alvorcem, Curso de Arquitetura e Urbanismo da UFSM
  • “Arquitetura e saúde: relatos e impressões” - Professora Patrícia Roveda, Curso de Fisioterapia da UNISC

Mariana Di Nápoli, caloura no curso, participou da Oficina Transdisciplinar pela primeira vez. Para ela, os aprendizados colhidos nas atividades serão fundamentais para os estudantes da Arquitetura e Urbanismo. Segundo ela, trabalhar com o tema proposto ficou mais fácil depois das palestras. “No início eu achei que seria difícil, mas acabou não sendo, principalmente por causa das palestras, que nos ajudaram muito. ”

Para Gabriel Dutra, que está no quinto semestre e já participou de edições anteriores do evento, o tema escolhido é o principal destaque das atividades. “Antes, a gente pode ter deixado passar despercebido, mas esse ano, nas palestras, principalmente com o Núcleo de Acessibilidade, esse tema foi trazido de forma forte. Abordar a acessibilidade no campus é o diferencial dessa edição. ”

Os grupos foram divididos em oito setores do campus e, para cada um, foi proposta uma ideia de mudança visando a melhor acessibilidade. Segue um resumo:

Setor 1:

Caminho orgânico entre o prédio da Biblioteca Central e o Restaurante Universitário, buscando remeter ao conceito de “árvore”. Conta com plantas aromáticas e pisos táteis revestidos com diferentes texturas.

Setor 2:

Praça inclusiva em frente ao Restaurante Universitário, utilizando o conceito de “ninho”, com objetivo de acolher os estudantes, em especial aqueles com alguma deficiência.

Setor 3:

Conjunto de caminhos acessíveis partindo do prédio 42 até o 20, priorizando a liberdade e autonomia de cada indivíduo, utilizando o conceito de “voo do pássaro”.

Setor 4:

Parque sensorial com o intuito de estimular os sentidos, priorizando, neste caso, o tato.

Setor 5:

Conjunto de caminhos orgânicos buscando a fluidez, a rápida conexão e o estímulo principalmente ao olfato.

Setor 6:

Praça inclusiva visando o bem-estar e a conexão entre os estudantes, estimulando principalmente a visão.

Setor 7:

Conjunto de bancos móveis e inclusivos em espaços amplos, arborizados e estimulantes aos sentidos, em especial a audição.

Setor 8:

Revitalização do espaço próximo ao planetário, priorizando o paladar ao integrar as feiras que ali ocorrem com espaços cobertos com foodtrucks e o plantio de árvores frutíferas.

As propostas apresentadas ficarão à disposição do Núcleo de Acessibilidade da UFSM, que fica no prédio 67, sala 1116. Os projetos podem ser colocados em prática no futuro, universalizando cada vez mais o espaço universitário. 

 

SITE 2

SITE 1

Mapa tátil dos setores de 1 a 3               Mapa tátil dos setores de 4 a 8

 

 

Texto por Lucas Gutierres, acadêmico de Jornalismo. - Núcleo de Divulgação Institucional do CT/UFSM.