Palheta, botão, e chute ao gol

Diário de Santa Maria, 31/12/2013, Esporte, p. 10

Núcleo da UFSM vem resgatando adeptos à modalidade

Você já pensou em jogar futebol sobre uma mesa? Há alguns anos, a modalidade popularmente conhecida como futebol de botão, ou profissionalmente como futebol de mesa, fazia grande sucesso entre os adeptos. Hoje, com novas tecnologias, como o videogame, o jogo acabou ficando um pouco de lado, principalmente entre os mais jovens.

No entanto, em Santa Maria, um grupo criado no curso de Comunicação Social da Universidade Federal (UFSM) vem resgatando, desde 2011, amantes do esporte de todas as idades. O Núcleo Universitário de Futebol de Mesa (Nufume) conta hoje com mais de 30 integrantes e 16 mesas para treinos e torneios. Logo no início, o Nufume tinha apenas 12 integrantes.

– Temos uma proposta de nunca deixar o esporte morrer. Nas décadas de 1970, 80 e 90, o futebol de mesa foi um grande sucesso, mas decaiu nos últimos anos – recorda Otacilio Neto, técnico em educação da UFSM e um dos fundadores do núcleo.

A sede está localizada na União Universitária, acima do Restaurante Universitário (RU). O mais novo integrante tem 12 anos, e o mais experiente, 54. Todas as terças e quintas-feiras ocorrem os treinos livres e, uma vez por mês, um torneio válido para o ranking interno. O núcleo é aberto aos professores, acadêmicos e funcionários da UFSM, além de filhos de servidores e simpatizantes. O Nufume é filiado à Liga Gaúcha de Futebol de Mesa.

A Copa Libertadores sobre as mesas do Núcleo

Todo os anos, a partir de março, o Núcleo Universitário de Futebol de Mesa promove campeonatos internos. Segundo o botonista Otacilio Neto, a fórmula do torneio é igual à da Copa Libertadores, a maior competição sul-americana de futebol de clubes do continente.

– Temos espaço para até 40 botonistas. Em cada campeonato, os grupos são montados a partir dos cabeças de chave (melhores colocados no ranking), classificam 16, e depois é mata-mata. Despois da conclusão do torneio, sempre atualizamos o ranking interno – conclui Otacilio.

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