Volta às aulas com ameaça de greve

Portal Bei, 06/03/2014

Cerca de 26 mil estudantes voltam hoje a frequentar a UFSM. Setores já apontam paralisação

Somente o Campus da UFSM em Camobi, onde funciona a maioria dos cursos de graduação, deverá receber cerca de cinco mil estudantes (Fotos Yuri Weber Arquivo/A Razão)

Somente o Campus da UFSM em Camobi, onde funciona a maioria dos cursos de graduação, deverá receber cerca de cinco mil estudantes (Fotos Yuri Weber Arquivo/A Razão)

Carmen Staggemeier Xavier

Os corredores acadêmicos da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) começam a ganhar vida a partir de hoje, quando cerca de 20 mil alunos ocuparão as salas dos cursos de graduação da instituição. Outros 5.187 retornam aos cursos de pós-graduação (especialização, mestrado, doutorado, pós-doutorado e formação especial).

A animação típica de início de semestre, porém, não deve durar muito. Isso porque na próxima quarta-feira, dia 12, já ocorre uma assembleia geral da Associação dos Servidores da UFSM, que tem como principal assunto da pauta as deliberações sobre um indicativo de greve. O encontro será às 13h30, no Auditório Sérgio Pires, Campus da UFSM. A tendência é de que a categoria acompanhe as deliberações da Federação de Sindicatos de Trabalhadores das Universidades Brasileiras (Fasubra), que em fevereiro aprovou a deflagração da greve para a partir do dia 17 de março.
Já a Associação dos Técnicos de Nível Superior (Atens) ainda não tem definidas as ações. A categoria aguarda o retorno das atividades de hoje para agendar os próximos encontros e consolidar a pauta.

Por outro lado, a Seção Sindical dos Docentes da UFSM (Sedufsm) não tem previsão de greve. O que não significa que a categoria esteja desmobilizada. A partir de segunda-feira, dia 10, terão início as rodadas de assembleias das seções sindicais para debater sobre a mobilização dos professores. Já estão agendados para o dia 19 de março o Dia Nacional de Paralisação dos Docentes e um ato público em Brasília.

A opção dos docentes por não deliberar pela greve foi tomada em fevereiro, quando ocorreu o 33º Congresso do Sindicato. “O que foi aprovado é o Plano de Lutas do Setor das Federais, e neste, uma agenda de mobilização em que o tema da greve, caso não avance a negociação da campanha salarial com o governo, aparece como possibilidade, mas para isso, as bases, nas universidades precisarão se posicionar”, explica o presidente da Sedufsm, Rondon de Castro.

A UFSM conta atualmente com 26.184 estudantes e 1.820 docentes, distribuídos nos campi de Santa Maria (Camobi e Centro), Frederico Westphalen, Silveira Martins e Palmeira das Missões. A maioria dos cursos, 247 dos 327, está situada no campus de Camobi. Os demais estão situados nos demais campi e nos polos EAD.

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