Frentista: profissão perigo

Revista Galileu, 30/01/2014, Edição Online

Quem trabalha em posto de gasolina está mais exposto a ter problemas de visão, audição e no sistema nervoso

Ser frentista pode ser prejudicial à saúde. Duas pesquisas mostram que esses profissionais correm riscos porque ficam expostos aos solventes da gasolina (benzeno, tolueno e xileno), que evaporam durante o abastecimento e são absorvidos através da pele e respiração.

Thiago Leiros Costa, do Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo (USP), descobriu que frentistas podem ter a visão prejudicada, com dificuldade para distinguir cores e contrastes. Suspeita-se de dano ao córtex visual do cérebro. “Houve também correlação do tamanho do prejuízo nos testes com o tempo detrabalho. Quanto mais tempo de trabalho, piores os resultados”, diz Costa.

Outro estudo reforça o alerta. Em 2012, fonoaudiólogas da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) encontraram problemas na audição dos trabalhadores. Detectaram alterações em altas frequências e no reflexo muscular que protege o ouvido interno de ruídos altos.

“O frentista há anos vem sendo exposto sem a devida proteção”, afirma Lázaro Ribeiro de Souza, secretário de Saúde e Previdência Social do Sindicato dos Trabalhadores em Postos de Combustíveis da Bahia. Para ele, em breve, será obrigatório o uso de máscaras e luvas nos postos de gasolina.

 (Foto: Rodrigo Damati/Editora Globo)

Um comentário em “Frentista: profissão perigo

  1. mara cristina on

    eu sou frentista e tenho todos eses sitomas

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