Mulheres

Diário de Santa Maria, 31/03/2014, Opinião, Pág. 04.

 

Após ler o artigo do dia 8 de março, de Aliris Porto Alegre dos Santos, com o título “A mulher no mercado de trabalho: um depoimento”, questionei-me: e se essa senhora tivesse escolhido uma carreira antigamente ocupada pela maioria masculina: Engenharia, Direito, Medicina etc? E se não tivesse optado por Letras? Revisora de textos técnicos e jurídicos na Justiça Federal também não me convence como parte do repertório do triste estereótipo de carreiras masculinas. Não faço parte das pesquisas que dizem que, a cada uma hora e meia, uma mulher no Brasil é assassinada, vítima de feminicídio (morta por ser mulher) e, felizmente, posso aqui convidá-la a refletir sobre meu questionamento. As mulheres não precisam colocar-se em posição de defesa ou sentirem-se secundárias em relação ao que fazem no mercado de trabalho. Elas são igualmente capazes. O que elas precisam é de respeito. Minha história de vida não serve nem servirá para levantar alguma bandeira. Minha defesa é pelo coletivo.

Daniela Gomes Cioccari, servidora pública na UFSM

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