Violência

Diário de Santa Maria, 30/04/2014. Opinião/ Cartas, pág. 4

Não se sabe o que aconteceu, mas a Santa Maria atual não é a mesma do ano passado. Não se passa um dia sem que haja a notícia de uma morte, um assalto à mão armada, a apreensão ou prisão de um traficante etc. E, assim, nossa cidade vai se tornando perigosa, e assim os cidadãos vão ficando amedrontados, e suas vidas, expostas ao perigo da marginalidade existente. Que ponto chegou nossa sociedade, em que uma vida vale um celular, uma carteira e meia dúzia de coisas que possam estar em nossos bolsos? A que ponto chegou nossa sociedade, na qual matar outro ser humano é tão fácil e corriqueiro como matar uma barata? Onde matar se torna tão simples e moralmente aceitável? Se até mesmo uma criança sabe que matar é errado, em que parte da vida desses sujeitos, esses que matam, matar se tornou aceitável? Então, talvez falte um incentivo maior à educação, talvez o Bolsa Família devesse ser um bônus para bons alunos, que alcançam as médias escolares e passam de ano, como um bolsa de estudos, ou para trabalhadores honestos que suam diariamente para pôr comida na mesa de suas famílias, e não para pessoas que, em muitos casos, não têm um emprego regular, e, mesmo sobrevivendo com condições mínimas, não querem trabalhar. Talvez fosse mais fácil ensinar a pescar do que dar o peixe já na mesa. Mas pescar, nesse caso, levaria as pessoas a serem mais críticas com o que acontece com elas e, afinal de contas, é mais fácil manipular uma população leiga do que os “bons pescadores”.

Arthur Glanzel Costa,

estudante do Colégio Politécnico da UFSM

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