3 perguntas

Diário de Santa Maria, 10/05/2014, Mix, Pág. 03.

 

O bate-papo da faixa Livro Livre deste sábado, na Feira do Livro, será com o Ronaldo Mota. Pesquisador do CNPq em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação e professor titular aposentado da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), recentemente ele lançou, em parceria com o inglês David Scott, o livro Educando para Inovação e Aprendizagem Independente (Elsevier, 2013, 160págs.), no qual exploram a conexão entre aprendizagem, tecnologia e inovação, tomando como exemplo casos do Brasil e da Inglaterra.

O tema do livro será o mesmo da conversa – que a gente antecipa um pouquinho aqui, com três perguntinhas.

Diário de Santa Maria – O senhor defende que inovar deve ser um objetivo central da educação contemporânea. O que pode ser considerado inovação em uma época como a nossa?

Ronaldo Mota – Classicamente, define-se inovação como sendo um produto, um processo ou uma nova funcionalidade de um produto que já existe que atende uma demanda com sucesso. Contemporaneamente, o significado é transcendente, englobando as aplicações práticas bem sucedidas de ideias originais. Educar para inovação é reconhecidamente um dos maiores (ou o maior) desafios da educação de nossos tempos.

Diário – Num mundo onde a inovação é tão importante, qual é o papel do livro, na sua opinião?

Mota – O livro dá origem aos produtos multimídias, onde o livro é o mais tradicional e um dos mais eficientes desses instrumentos. No entanto, o próprio livro se transforma à luz das tecnologias digitais. Em suma, ele é central no processo, mas nem ele está inume às próprias transformações que promove, ainda que, por vezes, inconsciente.

Diário – Que livro o senhor está lendo?

Mota – The Complete Work of Greek Mythology, de Richard Buxton. Não sei se existe uma versão em português, mas é um descrição do antigo que ajuda a entender o hoje e o amanhã. A mitologia grega é eterna e inspiradora para entender o homem (e a mulher) de todos os tempos.

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