Arqueologia perde um pesquisador

Diário de Santa Maria, 24/06/2014, Geral, Pág. 06.

 

Saul Milder morreu ontem, em Santa Maria, aos 52 anos

Foi enterrado, em Santa Maria, Saul Eduardo Seiguer Milder, 52 anos, professor, pesquisador e arqueólogo da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), reconhecido na cidade pelo trabalho que desempenhava. Há sete meses, ele fazia tratamento médico contra um câncer, mas morreu em decorrência de uma parada cardiorrespiratória, na madrugada de ontem. Milder morreu em casa. À tarde, familiares, amigos e colegas se despediram dele, no enterro no Cemitério Santa Rita, em Camobi.

Nascido em Barra do Quaraí, ele trabalhava na UFSM há 20 anos. Milder era casado com Vanessa Soares Milder e tinha quatro filhos: Camilla, Iuri, Eduardo e Ellen. Camilla, a filha mais velha, lembra da trajetória do pai no mundo acadêmico:

– A pesquisa perde um grande nome. Meu pai sempre se dedicou muito à carreira dele e à pesquisa. Sempre fazia questão de se integrar, de participar, sempre procurando passar o conhecimento adquirido para outras pessoas. Ele era apaixonado pelo que fazia.

O trabalho de Milder era reconhecido além da UFSM, onde coordenava o Laboratório de Estudos e Pesquisas Arqueológicas e dava aulas no mestrado de Patrimônio Cultural. Ele também era professor convidado do doutorado em Arqueologia da Universidade de São Paulo (USP) e do Instituto Politécnico de Tomar, em Portugal.

– Ele foi muito importante na minha vida, pois foi o responsável por incentivar minha entrada nas pesquisas em Arqueologia. Ele foi meu orientador de mestrado e, agora, era meu co-orientador do doutorado. Tudo o que eu aprendi e o que eu sei no universo acadêmico, eu devo a ele. Ele era praticamente um segundo pai para mim – lamenta o arqueólogo Luci Lemes, que trabalhava com Milder há 14 anos.

Amigo e reitor lamentam

a morte do professor

O arqueólogo e técnico administrativo da UFSM, Ângelo Inácio Pohl, 54 anos, lembra que o amigo gostava de novos desafios:

– Ele era uma pessoa sempre aberta a novidades, inovações, novas tecnologias, por isso, ele sempre foi um destaque.

O reitor da UFSM, Paulo Burmann também lamentou a morte do professor:

– É triste a perda do professor Saul, primeiramente, pelo ser humano, e, depois, por toda a trajetória dele na nossa universidade, pelo vazio que deixa em pesquisa, ensino e extensão. O desafio que permanece é dar continuidade ao trabalho que ele vinha desenvolvendo.

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