Sepultado em Santa Maria corpo de arqueólogo da UFSM que ganhou projeção internacional

Rádio Guaíba, 23/06/2014, Notícias, Online.

 

Vítima de parada cardiorrespiratória, Saul Milder, de 52 anos, deixa esposa e quatro filhos

Vítima de parada cardiorrespiratória, o professor do Departamento de História da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) Saul Eduardo Seiguer Milder, de 52 anos, teve o corpo sepultado na tarde desta segunda-feira, no cemitério Santa Rita. Ele deixa esposa e quatro filhos. O arqueólogo se submetia, desde o fim do ano passado, a um tratamento para combater um linfoma.

Doutor em Arqueologia, Milder, que era coordenador do Laboratório de Estudos e Pesquisas Arqueológicas (Lepas) da UFSM, ganhou destaque internacional ao encontrar, em 1995, junto de outros pesquisadores da área de Geoarqueologia, ossadas que podem ter pertencido a maragatos que foram degolados durante a Revolução Federalista.

Segundo Milder, que participou dos trabalhos por 10 anos, também havia resquícios de uma fortificação espanhola, da época em que o município de São Martinho era uma área pertencente à Espanha. Em 2009, arqueólogos da UFSM e da Universidade de São Paulo (USP) também encontraram fragmentos de cerâmica e pedras lascadas pontiagudas no interior de Nova Palma.

Em julho de 2010, Milder confirmou que pedras encontradas em um sítio em Pinhal Grande eram na verdade, pontas de lança, facas, pedras de boleadeiras e machados que podem ter pertencido a índios que viveram no local há aproximadamente 4 mil anos.

Em fevereiro de 2012, a equipe de Milder também localizou material de 14.920 anos atrás, reforçando a teoria dos pesquisadores da UFSM de que a ocupação da América Norte pode ter ocorrido também em outras partes da América e não somente no Norte.

A UFSM emitiu nota oficial lamentando a morte do professor.

Com informações do jornal A Razão

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