Professor e arqueólogo da UFSM é sepultado em Santa Maria

Portal Extra, 24/06/2014, Geral, Online.

 

Milder era pesquisador da UFSM. Foto: Arquivo Pessoal

Milder era pesquisador da UFSM. Foto: Arquivo Pessoal

Foi sepultado na tarde desta segunda-feira, 23, o professor do Departamento de História da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), Saul Eduardo Seiguer Milder, 52 anos, ocorrido nesta manhã, após ter sido vítima de uma parada cardiorrespiratória em sua própria casa. Milder lutava contra um câncer. Ele deixa a esposa e quatro filhos. O sepultamento aconteceu no cemitério Santa Rita de Cássia.

Milder era pesquisador da UFSM, e atuava em Geoarqueologia e Patrimônio Cultural, sendo Arqueologia Colonial e Geoarqueologia suas linhas de pesquisa, com objetivo, dentre outros de aplicação nos processos de escavação de sítios pré-coloniais de técnicas oriundas do Fator Geo. Atualmente, coordenava o Laboratório de Estudos e Pesquisas Arqueológicas (Lepas) da UFSM.

Dentre suas descobertas e pesquisas, em 1995, juntamente com outros pesquisadores da UFSM, Saul encontrou ossadas que podem ter pertencido a maragatos que foram degolados durante a Revolução Federalista. Segundo Ele, que participou dos trabalhos por 10 anos, também havia resquícios de uma fortificação espanhola, da época em que São Martinho era uma área pertencente à Espanha, mas casas foram construídas sobre ela.

Em 2009, arqueólogos da UFSM e da Universidade de São Paulo (USP) encontraram fragmentos de cerâmica e pedras lascadas pontiagudas no interior de Nova Palma. Em julho de 2010, o professor da UFSM e doutor em Arqueologia, confirmou que pedras encontradas em um sítio em Pinhal Grande tratavam, na verdade, de pontas de lança, facas, pedras de boleadeiras e machados. O material pertenceria a índios que viveram no local há aproximadamente 4 mil anos.

Em fevereiro de 2012, foi encontrado material de 14.920 anos atrás, que reforça a teoria dos pesquisadores da UFSM de que a ocupação da América Norte teria ocorrido também em outras partes da América e não somente no Norte.

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**Com informações da UFSM

 

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