Horizonte de indefinições

Diário de Santa Maria, 28/10/2014, Geral, Pág. 05.

 

Atual governo quer a gestão da Ebserh, mas aliado de Sartori é contrário

A mudança de comando no Piratini já provoca impasse em relação à gestão do hospital regional de Santa Maria. Anunciado em 2003, com investimento de R$ 47 milhões, o complexo só deve ser finalizado no início de 2015. Mas, para entrar em funcionamento, o governo do Estado precisa definir quem vai fazer a gestão da unidade.

Durante as obras, muito se discutiu sobre quem seria o gestor do hospital especializado em reabilitação pelo SUS e que vai atender pacientes de todo o Rio Grande do Sul.

Neste mês, o governo do Estado fechou um pré-acordo com a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), o Ministério da Educação e a Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). Nessa parceria, o hospital regional funcionaria como uma extensão do Husm e seria administrado pela Ebserh.

Mas um detalhe importante emperrou a assinatura final. A Ebserh só pode ser gestora de unidade de propriedade do governo federal, o que não é o caso do complexo construído em Santa Maria. Apesar disso, hoje, em Porto Alegre, representantes da Secretaria Estadual de Saúde e da UFSM se encontram para definir os últimos detalhes do acordo e podem bater o martelo em relação ao assunto.

– Vamos governar até o dia 31 de dezembro e seguiremos no nosso calendário. Este processo já está em andamento. já estamos na finalização do acordo jurídico para assinarmos o termo de cooperação – disse a secretária estadual de Saúde Sandra Fagundes, deixando claro que o contrato será assinado este ano.

Um importante aliado de Sartori, o deputado federal Osmar Terra (PMDB), que já foi secretário estadual de Saúde nos governos de Germano Rigotto (PMDB) e Yeda Crusius (PSDB), é contrário à parceria com a Ebserh. Terra adianta que, no futuro, o novo governo poderá questionar o acordo feito pelo atual governo. Para ele, a gestão deveria ficar a cargo de uma empresa privada que teria mais condições de prestar um atendimento mais eficiente.

– Acho que o governo não deveria fechar a questão, pois vai levar mais um ano para o hospital funcionar. Me preocupou quando vi que o acordo já estava sendo fechado – justificou Osmar Terra, que acompanha o caso de perto e deve ser consultado por Sartori sobre o assunto.

O reitor da UFSM, Paulo Burman, diz desconhecer como o caso será resolvido.

– Eu não sei qual vai ser a posição do governo. São dois meses que o Estado tem para funcionar. Mas creio que este processo vai andar.

O Diário procurou Elaine Resener, superintendente do Husm, para comentar o assunto, mas ela estava em viagem e não atendeu às ligações.

leandro.belles@diariosm.com.br

LEANDRO BELLES

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