Helicoverpa se espalha pelo Estado e alerta nas lavouras de soja é reforçado

Rádio Fandango, 26/12/2014, Notícias, Online.

 

Conhecida dos produtores gaúchos desde o ano passado, quando apareceu pela primeira vez nas lavouras de soja do Rio Grande do Sul, a Helicoverpa armigera exigirá monitoramento redobrado nesta safra – quando o número de mariposas identificadas em armadilhas já supera o total do ciclo anterior. Levantamento do Laboratório de Manejo de Pragas da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), em parceria com a Dupont, registrou 1.306 indivíduos nos meses de novembro e dezembro. As ocorrências até agora superam os 890 registros da safra passada.

– A praga está presente em todas as regiões de lavoura do Estado, em uma densidade maior do que na temporada anterior – alerta o professor Jerson Guedes, do Departamento de Defesa Fitossanitária da UFSM.

Nas análises concluídas nesta semana, o número médio de indivíduos identificado por armadilha passou de 20. No ano passado, a incidência de lagartas era de no máximo 10.

– A praga está uniformemente distribuída, o que reforça a necessidade de cuidados para o controle – completa o professor.

Diferentemente da safra passada, quando a Helicoverpa ainda era estranha aos gaúchos, neste ano o conhecimento será aliado dos produtores rurais.

– A praga exige informação, não se pode simplificar. É preciso entrar nas lavouras e monitorar a incidência da lagarta antes de tomar qualquer decisão – alerta Alencar Rugeri, assistente técnico estadual da Emater.

O risco nesta fase, conforme Rugeri, é aumentar o número de aplicações de inseticidas sem necessidade, podendo provocar danos maiores à planta do que a própria ação da lagarta.

– Não dá para se apavorar, já vimos na safra passada que é possível controlar a ação da praga, agindo de forma cautelosa e responsável – completa Rugeri.

Nota-se que não existe solução mágica para combater o avanço da praga, apenas monitoramento constante das lavouras.


fonte Blog Joana Colussi ZH

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