UFSM e russos firmam convênio

Diário de Santa Maria, 15/04/2015, Chamada de Capa, Economia, Pág. 08.

 

 

Parceira foi oficializada na Feira Internacional, no Rio

O primeiro dia da Feira Internacional de Defesa e Segurança – LAAD, que ocorre até sexta-feira, no Rio de Janeiro, foi estratégico para os representantes de Santa Maria. O prefeito Cezar Schirmer (PMDB), acompanhado do secretário estadual de Desenvolvimento, Fábio Branco, estreitou laços para trazer novos investimentos para a cidade. Já o reitor da UFSM, Paulo Burmann, assinou um convênio com o governo russo que deve impulsionar a pesquisa e a inovação nos cursos da área da tecnologia.

Para culminar as tratativas que duravam anos, a UFSM oficializou o convênio com a empresa russa Open Joy-Stock. O documento assinado por Burmann e o diretor-geral da empresa, Yury Roy, chancela a parceria entre a Agência Espacial Europeia e a universidade.

Pelo convênio, uma área rural do campus receberá uma antena que captará sinais de uma constelação de satélites russos chamada Glonass. Esses sinais comunicarão a posição exata do satélite, o que é semelhante ao que ocorre no sistema norte-americano GPS. Projetado pelo antigo regime soviético, inicialmente, para uso militar, a tecnologia ainda precisa ser amplamente testada e melhorada.

– É disso que os russos precisam para incluir a América do Sul no mapa do Glonass – explica o professor do Centro de Tecnologia Renato Machado, que acompanhou a solenidade.

Para Burmann, o convênio marca o estreitamento especificamente entre a UFSM e o campo acadêmico do país russo:

– Nós já estamos em tratativas para fazer outros convênios com universidades russas, e este, em específico, beneficiará e muito os cursos criados recentemente na UFSM: Engenharia de Telecomunicações e Engenharia Aeroespacial.

Sinais para pesquisa

A contrapartida da Rússia para que a UFSM mantenha a antena permanentemente conectada à energia elétrica e à internet é a permissão de que os pesquisadores da universidade usem o sinal do Glonass para pesquisa.

– Podemos criar sistemas, principalmente na área de software, para captar e interpretar os sinais de georreferenciamento, inclusive combinando o Glonass com o GPS. O russo é, inclusive, mais preciso do que o norte-americano – explica Machado.

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