O desdobramento do convênio

Diário de Santa Maria, 15/04/2015, Chamada de Capa, Economia, Pág. 08.

 

 

Uma das possíveis finalidades das pesquisas que acadêmicos e professores da UFSM poderão visar ao usar os dados dos satélites russos é a criação de um simulador de geoposicionamento. Conforme o professor Renato Machado, somente a Suíça possui um simulador acadêmico desse tipo, e as aplicações científicas são infinitas.

– É um sonho que nós temos. Pode demorar para acontecer ou mesmo mudar de rumos. Mas vamos trabalhar para ter esse simulador, o segundo do mundo – explica o pesquisador, que recentemente voltou de um pós-doutorado na Suécia, onde desenvolveu um radar para monitoramento de fronteiras.

O investimento financeiro, que não teve valores revelados pela empresa OJC, será exclusivamente do governo russo, e pagará também duas bolsas de iniciação científica para estudantes de graduação da UFSM, uma de mestrado e quatro bolsas para pesquisadores. O contrato, que ainda deve ser assinado, terá a previsão inicial de seis anos de duração.

Pelo Brasil, as únicas finalidades possíveis para os sinais do Glonass estão dentro do âmbito acadêmico. Mas a Rússia poderá ampliar o espectro do sistema de georreferenciamento e compartilhar dados, assim como os Estados Unidos fizeram com o GPS. Hoje, inúmeros serviços se baseiam no sinal do GPS que, no Brasil, é o único disponível. França e China têm outros sistemas semelhantes, mas com alcance menor.

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