Rotina já não é a mesma

Diário de Santa Maria, 29/05/2015, Política, Pág. 7.

O saldo do primeiro dia da greve dos servidores técnico-administrativos em educação na Universidade Federal de Santa Maria já é de alteração na rotina de quem vai ao campus. O “Diário” percorreu, ontem, o campus da Federal em Camobi e constatou que, aos poucos, a rotina vai sofrendo alterações. Agora, uma certeza já existe: a partir da próxima segunda-feira o cenário de paralisação na UFSM vai se incorporar à rotina da instituição.

Mesmo sem a adesão dos professores, que decidiram na quarta-feira por não se somar ao movimento grevista, os funcionários ligados à Associação dos Servidores da UFSM (Assufsm) acreditam que nos próximos dias já se possa ter o tamanho da greve. Para hoje, os professores também devem parar, ainda que por um dia, porque eles se somam ao Dia Nacional de Paralisação. A data é um chamamento das centrais sindicais de todo o país (leia mais ao lado).

Ontem, o Restaurante Universitário (RU), que conta com 50 servidores públicos, precisou remanejar funcionários para não prejudicar o atendimento na UFSM – a tendência é que as atividades sejam suspensas. Habitualmente, são servidas quase 6 mil refeições por dia. Na Biblioteca Central, onde mais de 4,5 mil alunos passam diariamente, os servidores ainda cumpriram expediente ontem. Porém, nos próximos dias, a biblioteca, onde trabalham 42 servidores, deve fechar as portas.

Alfredo Lameira, coordenador geral da Assufsm, acredita que o movimento é de adesão constante e que a greve deve tomar forma na próxima semana. Ontem, houve uma assembleia para traçar caminhos e detalhar atividades de mobilização da categoria para a greve.

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