Rogerinho da UFSM

Diário de Santa Maria, 04/09/2015, Esportes, Pág.12.

Desde o histórico Gre-Nal dos 5 a 0, em 9 de agosto, muito se falou sobre a forma física dos jogadores do Grêmio. No jogo seguinte, o meia Douglas, antes duramente criticado por não aguentar o ritmo de jogo, foi elogiado após uma arrancada do meio de campo para abrir o placar contra o Atlético-MG – o Grêmio venceu por 2 a 0. A discussão, agora, é se os jogadores conseguirão manter o ritmo em duas competições – Brasileirão e Copa do Brasil. E um dos responsáveis pela boa forma dos atletas tricolores é da região. Rogério Dias Luiz, 39 anos, é natural de Caçapava do Sul e se formou em Educação Física pela UFSM.

– Sempre que posso, gosto de falar que sou de Caçapava. Tenho orgulho de ter nascido e me criado lá. Nas férias, o primeiro compromisso é visitar os familiares – conta Rogerinho, como é conhecido no futebol.

A trajetória do caçapavano até chegar ao comando do departamento de preparação física do Grêmio começou em 1999. Mas é preciso voltar no tempo para explicar como tudo começou. Em 1995, Rogerinho passou no vestibular da UFSM para cursar Educação Física.

No último ano de curso, em 1999, foi convidado por um professor, que, na época, era coordenador das categorias de base, para estagiar no Tricolor.

De voluntário a contratado

Com a ajuda dos pais e morando na casa de um tio na Capital, Rogerinho concluiu o estágio em agosto daquele ano. Até dezembro, atuou como voluntário no clube, sem receber um centavo sequer. Em fevereiro de 2000, recebeu a ligação em que foi comunicado sobre sua efetivação:

– Apostei, e também graças à minha família, que viabilizou que eu ficasse na Capital. Havia recebido de vários diretores sinalizações de que poderia ser efetivado, e apostei minhas fichas nisso. Valeu a aposta.

Desde então, o Caçapava não passou por praticamente todas as categorias do clube – sub-14, sub-15, infantil e juvenil –, atuou na coordenação da preparação física das categorias de base e foi auxiliar de preparação física no profissional até assumir como coordenador da preparação física do grupo principal do Grêmio, em 20 de maio de 2015, após a demissão de Felipão.

– Passar por categorias foi muito importante porque me ajudou na formatação da metodologia. Quando comecei como auxiliar no profissional, em 2011, serviu como um estágio para os profissionais me conhecerem. Até por esse conhecimento eles pediram ao presidente a minha efetivação, e me emocionou ter o reconhecimento dos atletas e a valorização do clube – explica.

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