Prevenção é o CAMINHO

Diário de Santa Maria, 17/10/2015 e 18/10/2015, Política, Pág 8.

Não se trata de alarmismo ou de papo catastrófico, mas as previsões do tempo não são nada animadoras: a influência do El Niño, que tem sido intensa e avassaladora no Rio Grande do Sul, deve trazer uma incidência ainda maior de temporais e de chuvas. Santa Maria e a Região Central sofreram, e muito, nos últimos dias, com a força e a intensidade destrutiva dos fenômenos naturais, que deixaram um saldo de estragos e de prejuízos econômicos e sociais à população (leia mais nas páginas 13 e 14). Especialistas que conversaram com o “Diário” são unânimes: a única saída para minimizar os efeitos de eventos climáticos extremos passa pela prevenção e por investimentos.

Neste contexto, Santa Maria goza de uma particularidade privilegiada e única: a cidade tem um curso de Meteorologia, ligado à UFSM, e ainda o Grupo de Modelagem Atmosférica, o Gruma. Segundo meteorologistas e profissionais da área, é preciso virar a chave e agir preventivamente e não apenas após os desastres. A saída passa pela união de esforços. Ou seja, haver uma articulação política envolvendo vários setores, sejam os poderes públicos (municipal, estadual e federal), diversas entidades representativas e universidade. Santa Maria pode trilhar o exemplo que deu certo em Blumenau (SC). Na cidade historicamente assolada por tragédias naturais, o poder público, as Forças Armadas, uma instituição de Ensino Superior e o empresariado se somaram em uma única frente. Não se pode impedir enxurradas ou enchentes, mas minimizar o seu impacto.

– Não se tem controle sobre eventos naturais. O que faz diferença para uma comunidade não é se está localizada em uma região mais próspera. Hoje ganham destaque aquelas cidades, com maior recorrência a desastres, mas que estão preparadas e com visão de se reinventarem pós situações extremas – diz o coronel Aldo Baptista Neto, que comanda o Centro de Ensino Superior do Bombeiros de SC.

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