Na UFSM, desafio é cortar 20% dos gastos

Diário de Santa Maria, 24/10/15, Página 2, Pág. 2.

A arredacação federal teve queda real (já descontada a inflação) de 4,12% em setembro e de 3,72% desde janeiro. Com menos dinheiro no caixa e atrasos nos pagamentos, o governo Dilma se obrigou a fechar ainda mais a torneira. E já causa preocupação na UFSM e em outros setores o decreto do dia 13, exigindo que todos os órgãos federais cortem em 20% as despesas com limpeza, vigilância, telefonia, cópias, locações, manutenções e compras de veículos e equipamentos, passagens, terceirização de mão de obra e consultorias. Segundo o pró-reitor de Administração da UFSM, José Carlos Segalla, será um grande desafio conseguir fazer esse corte exigido pelo governo. Ele acredita que, em alguns casos, será preciso recorrer ao MEC para tentar negociar, já que não será possível atingir os 20% e porque a UFSM não pode parar. Outra preocupação é com os repasses de dinheiro, que seguem atrasados. Segundo ele, a dívida da UFSM com fornecedores já acumula R$ 14 milhões, e a União não repassou a parcela prevista para chegar na sexta.

Já o Sindicato das Empresas de Conservação e Asseio do Estado (Sindasseio-RS) teme que, devido à redução de 20% nos serviços de limpeza, vigilância e portaria em todos os órgãos federais do país, 20% dos trabalhadores possam ser demitidos pelas empresas.

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