UFSM terá de matricular aluno com má formação na orelha por sistema de cotas

Diário de Santa Maria, 04/12/2015, edição online.

UFSM terá de matricular aluno com má formação na orelha por sistema de cotas Jean Pimentel/Agencia RBS

Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) terá que matricular um aluno com má formação congênita da orelha direita pelo sistema de cotas. A decisão é do Tribunal Regional Federal da 4ª Região. As informações são da Rádio Gaúcha Santa Maria.

Além de má formação na orelha, o estudante tem perda auditiva profunda. Ele foi aprovado no vestibular da UFSM em 2014 pelo sistema de cotas, mas a comissão de seleção da universidade indeferiu a matricula, pois considerou que a deficiência dele não se enquadrava nos critérios previstos no edital do vestibular. Ele deverá ser matriculado no curso de Agronomia.

O candidato entrou com mandado de segurança e afirmou que a deficiência já foi reconhecida em outros concursos públicos. O pedido foi julgado improcedente pela Justiça Federal em primeira instância, e o aluno recorreu.

A Justiça entendeu que “o conceito de pessoa portadora de deficiência não deve ser interpretado de forma restritiva”. Não foram informados nem o nome, nem a idade do estudante.

 

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