Santa Maria quer ser referência na previsão do tempo

Jornal A Razão, 13/01/2016, Edição Online, Chamada de Capa, Resumo Pág 2 e Geral, Pág 7.

Centro de Previsão do Tempo da UFSM teria como papel antecipar os fenômenos climáticos no Estado (Gabriel Haesbaert / A Razão)

O prefeito Cezar Schirmer e os professores de física Gervásio Degravia e Vagner Anabor, do curso de Meteorologia da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), tem agenda hoje às 16h, na sede da Secretaria do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, em Porto Alegre. O objetivo da visita é tentar viabilizar junto ao Estado a aquisição de dois radares meteorológicos e, posteriormente, criar um Centro de Previsão do Tempo na UFSM. O encontro será com a secretária Ana Pellini.

Degravia, que é diretor do Núcleo de Estudos em Eventos Meteorológicos Extremos e Mudanças Climáticas (NEMEC), explica que a compra dos radares seria um passo importante para a criação do futuro Centro de Previsão do Tempo. “É um passo inicial, com a ajuda política, esperamos consolidar este centro tão sonhado”, afirma.

Com a compra dos dois radares, seria possível antecipar fenômenos climáticos no Rio Grande do Sul. A ferramenta possibilitaria acompanhar a situação de nuvens que causam chuva e granizo.

Em entrevista na semana passada ao jornal A Razão, o reitor da UFSM, Paulo Burmann, ressaltou que o núcleo de monitoramento meteorológico é um dos projetos prioritários da instituição para 2016. Atualmente, a instituição santa-mariense conta com um o Grupo de Modelagem Atmosférica de Santa Maria (Gruma), que estuda os fenômenos climáticos.

Apenas dois radares no Estado

De acordo com Ernani de Lima Nascimento, coordenador do Programa de Pós-Graduação em Meteorologia da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), especialista em tempestades, e com doutorado pela Universidade de Oklahoma, dos Estados Unidos (EUA), há apenas dois radares meteorológicos no Rio Grande do Sul, em Canguçu e Santiago, que são administrados pela Força Aérea Brasileira.

“O Rio Grande do Sul, ao contrário do Paraná e Santa Catarina, não tem um sistema de monitoramento meteorológico em tempo real, que poderia emitir alertas e ajudar na prevenção. É preciso mais investimentos em equipamentos nesta área no Estado”, ressalta.

Ainda segundo Nascimento, a região Sul do Brasil, junto com o Uruguai, Paraguai e o nordeste da Argentina, formam uma área conhecida na comunidade meteorológica do mundo inteiro como favorável para tempestades, vendavais e queda de granizo.
“Perdemos apenas para a região central dos Estados Unidos”, afirma.

Comentários estão fechados.