Mutirão contra o Aedes no Husm

Diário de Santa Maria, 01/02/2016, Geral, Pág 10 e Online.

Funcionários devem seguir com vistorias até quinta-feira

A Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) começou, na sexta-feira, ações de combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, febre chikungunya e zika. O mutirão vai até a próxima quinta-feira nas instalações administradas pela Ebserh, entre elas o Hospital Universitário de Santa Maria (Husm). Os funcionários foram mobilizados para que fosse feita uma vistoria completa das salas e outras áreas do prédio. As informações são da Rádio Gaúcha.

– Nós estamos empenhados em fazer essa verificação geral envolvendo todos os nossos trabalhadores, no caso, servidores públicos e empregados públicos ligados à Ebserh” – disse em anúncio o presidente da Ebserh, Newton Lima.

Santa Maria e outras nove cidades da região, que fazem parte da 4ª Coordenadoria Regional de Saúde, têm infestação do mosquito. Um caso de dengue foi confirmado em Cacequi, mas trata-se de uma pessoa que teria contraído a doença no Mato Grosso. Há três casos de suspeita de dengue em Santa Maria, que estão sendo investigados. A cidade tem focos da larvas do Aedes aegypti em 75% dos bairros. Em média, o 0800-645-3308 recebe entre 10 e 12 denúncias de focos por dia só de Santa Maria.

Para reduzir a população do inseto em Santa Maria, nessa semana, ocorrerá um mutirão nos bairros Juscelino Kubitschek, Medianeira e Nossa Senhora de Lourdes, os locais com maior incidência da praga. Com a ajuda do Exército, agentes de saúde mapeiam os bairros para organizar a logística para o mutirão. Durante o trabalho, serão recolhidos materiais que possam servir como criadouros do mosquito e também será feita coleta de amostras de água parada.

Ação nacional

Em função do aumento do número de casos de microcefalia – malformação no cérebro de recém-nascidos, e que tem relação com o vírus Zika – o governo planeja ações nacionais. Na última quarta-feira, foram confirmados o nascimento de 270 crianças com microcefalia no país, e a existência de mais de 3,4 mil casos suspeitos. Na última semana, teve início um calendário de limpeza de órgãos públicos, que passarão periodicamente pelo Dia da Faxina, para eliminar criadouros do mosquito. Além disso, 220 mil militares vão visitar casas e orientar moradores em 356 cidades no próximo dia 13.

O Planalto acredita que a principal estratégia para combater a proliferação dos casos é conscientizar a população, e que se as pessoas não colaborarem, o trabalho do governo vai ficar ainda mais difícil.

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