Na luta contra o mosquito

Diário de Santa Maria, 02/02/2016, Chamada de Capa, Geral, Pág 9 e Online.

Husm e UFSM estão intensificando ações para combater a proliferação do Aedes aegypti

O combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, da febre chikungunya e do zika vírus, tem se espalhado pela cidade. Na Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) e no Hospital Universitário (Husm) mutirões estão sendo realizados para eliminar possíveis criadouros do mosquito.

No Husm, desde sexta-feira, oito funcionários do setor de manutenção e limpeza estão realizando vistorias nas áreas externas e internas do hospital. O objetivo é eliminar focos de água parada em diferentes pontos. Ontem, os funcionários trabalharam em uma área aberta do setor do almoxarifado. No local, estavam armazenados materiais como caixas de papelão, lixeiras e madeiras, que foram encaminhados para reciclagem. O chão foi limpo com lava-jato para eliminar a água, acumulada em função da chuva e de goteiras de ar condicionado. Cloro foi colocado nos canos de esgoto. A mesma logística está sendo aplicada em outros setores do hospital.

– O próximo passo é canalizar a água que pinga dos aparelhos de ar condicionado – diz a enfermeira responsável do Setor de Higienização e Gerenciamento de Resíduos, Clara Trevisan.

Além da limpeza, vasos com flores tiveram os potinhos retirados, e funcionários estão colocando produto químico específico para área hospitalar nas bordas externas do prédio do Husm. O objetivo é manter o local limpo, além de eliminar o mosquito. O Husm está testando também a colocação de telas de proteção nas janelas do hospital. Seis já foram instaladas, conforme o chefe da Divisão de Logística e Infraestrutura Hospitalar, Maurício Nogara:

– Colocamos as telas para evitar que o mosquito entre nas salas. Por enquanto é apenas um teste, para verificar se é eficaz.

Mais ações pelo campus

A campanha “A prevenção é o melhor remédio” vem sendo desenvolvida entre as pró-reitorias de Assuntos Estudantis (Prae) e de Infraestrutura (Proinfra) da UFSM. Além de uma ação preventiva e de conscientização nas redes sociais, cerca de 30 profissionais do Setor de Manutenção e Paisagismo estão fazendo varreduras pelo campus. Obras, caixas d’água, postos de luz e vasos de flores estão sendo fiscalizados pelas equipes.

– O campus é um local propício para o mosquito, pois tem muitos espaços onde pode haver acúmulo de água. Estamos fazendo essas ações realmente para prevenir que o mosquito venha se proliferar aqui – explica o pró-reitor de Infraestrutura, Eduardo Rizzatti.

mariana.fontana@diariosm.com.br

MARIANA FONTANA

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