Entre centros de treinamento e bolsas, Jogos prometem legado além do Rio de Janeiro

Portal Terra, 28/04/2016, Gazeta Esportiva

O legado dos Jogos Olímpicos começa a despontar não só no Rio de Janeiro, mas em todo o Brasil. A 100 dias do evento, o Ministério do Esporte levantou e enumerou as obras e contribuições para o esporte brasileiro que ficarão, mesmo após a passagem do evento mundial.

Ao longo do país, R$ 450 milhões foram investidos até agora em 12 centros de treinamento de mais de 50 modalidades em sete estados diferentes. Com mais 249 Centros de Iniciação ao Esporte (CIEs), 47 pistas oficiais de atletismo e as instalações olímpicas na cidade sede dos Jogos, os investimentos já passam dos 3 bilhões de reais.

Principal área de competição, o Parque Olímpico da Barra vai receber 16 modalidades e está com 98% de conclusão de suas obras, incluindo centro de mídia e de transmissão, hotel e instalações esportivas. Sede de 11 modalidades, o Parque Olímpico de Deodoro também recebeu modernizações e está pronto para os Jogos. As instalações já receberam mais de 300 eventos esportivos nos últimos nove anos.

“O Brasil aprendeu muito com os Jogos Pan-Americanos de 2007 e com a Copa de 2014. Chegamos a 100 dias dos Jogos muito bem, com as obras praticamente prontas e apenas detalhes a serem vistos. A avaliação do Comitê Olímpico Internacional (COI) é muito boa e não há dúvidas se vai haver ou não a entrega de equipamentos. Os estádios estão prontos. Penso que estamos muito bem”, afirmou o ministro do Esporte, Ricardo Leyser.

Ainda na questão de estrutura, equipamentos foram comprados para a maior evolução e desempenho. Centros das Lutas Associadas, Taekwondo e Esgrima receberam material, assim como 16 localidades da ginástica em 13 cidades diferentes e seis diferentes CTs do tênis de mesa, além de 29 quadras de basquete.

Fora das quadras, o programa Bolsa Atleta é o maior trunfo dos Jogos. Desde 2005 foram mais de 43 mil bolsas e R$ 600 milhões investidos. Só no ano de 2015, mais de seis mil atletas foram beneficiados em modalidades olímpicas e paraolímpicas.

Os resultados foram mostrados no Pan-Americano de Toronto, em 2015: das 141 medalhas conquistadas, 121 foram de atletas e equipes bolsistas. No Parapan, a relação é ainda maior: 254 das 257 medalhas do título brasileiro vieram de beneficiários do programa de incentivo.

Para os atletas de maior chance de medalhas, foi criada em 2012, visando os Jogos do Rio, a Bolsa Pódio. Ao todo, 246 atletas individuais, tanto nas modalidades olímpicas quanto paraolímpicas, são patrocinados por bolsas e podem focar no treino de mais alto rendimento.

Outro legado extra-campo é deixado na parte de pesquisa no esporte. Foi construído, em parceria do Ministério do Esporte e a Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), do Rio Grande do Sul, o Centro de Pesquisa em Ambiente Simulado – único da América Latina a permitir simulações precisas de temperatura, umidade e altitude.

Quem ganha em tecnologia, também, são as pesquisas na área do doping. A nova sede do Laboratório Brasileiro de Controle de Dopagem (LBCD) foi construída na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e ganhou conjunto de equipamentos e materiais que o levaram ao credenciamento pela Agência Mundial Antidopagem (Wada), tornando-se apenas o segundo da América do Sul.

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