Decisão afeta em cheio a construção do campus da UFSM em Cachoeira do Sul

Jornal O Correio, 28/04/2016

A decisão do Ministério de Educação e Cultura (MEC) de que haverá corte de recursos de até 60% em investimentos (obras e equipamentos) para 2016 preocupa a direção do campus da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), em Cachoeira do Sul. O diretor, José Mário Soares, foi chamado às pressas no início da tarde desta quinta-feira (28) para uma reunião na UFSM com a reitoria, quando será decidido como ficará o cronograma da construção do campus, previsto para o município.

O anúncio do MEC que inclui também diminuição de 20% nas verbas de custeio como água, luz, segurança e limpeza foi feito ao reitor da UFSM, Paulo Burmann, durante audiência em Brasília. Segundo ele, a situação preocupa porque o corte será maior do que o que foi aplicado em 2015, quando tinha sido de 10% no custeio e 50% nos investimentos.

Burmann afirmou que o novo quadro anunciado pelo MEC pode dificultar as atividades da universidade a partir de outubro.  Em entrevista à Rádio Universidade, de Santa Maria, o reitor revelou que a UFSM já faz economia com

diárias, viagens e serviços. Para evitar que falte dinheiro no final do ano para pagar os fornecedores, são analisados gastos como de limpeza e segurança, cujos custos são mais altos. Para gastar menos, é cogitado, por exemplo, reduzir a frequência da limpeza de salas e prédios – onde é limpo duas vezes por dia, passaria para uma vez, por exemplo.

OBRAS EM CACHOEIRA

No entendimento do reitor existe o risco de que algumas obras de novos prédios paralisarem devido à falta de verbas no final do ano. Em Cachoeira do Sul, as obras do campus foram retomadas em fevereiro e havia garantia de R$ 20 milhões de um total de R$ 100 milhões previstos no projeto.

“Não se pode adiantar nada”, disse o diretor do campus, José Mário Soares, ao atender a reportagem do Jornal O CORREIO assim que chegou na tarde desta quinta-feira, 28, à UFSM. O quadro é de preocupação, porque as obras estão atrasadas e, se houver a confirmação de corte de investimentos para o município, a UFSM terá que buscar outras alternativas de espaços para salas de aula. A cada semestre ingressam no campus cerca de 190 alunos.

Comentários estão fechados.