REITOR DA UFSM VEM A CACHOEIRA NESTA QUARTA-FEIRA PARA ACALMAR OS ÂNIMOS

Rádio GVC, 03/05/16, Geral, Online.

Paulo Burmann critica prognósticos especulativos motivados por interesses políticos

Reitor da UFSM vem a Cachoeira nesta quarta-feira para acalmar os ânimos

O reitor da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) diz que anda chateado com o clima de pessimismo instalado quanto ao futuro da obra do campus de Cachoeira do Sul.

Ele vem à cidade, nesta quarta-feira, participar de um compromisso com professores da universidade e pretende aproveitar a viagem para acalmar empresários, políticos e outras lideranças locais. “Parece que o pessoal de Cachoeira não está querendo a Universidade”, desabafa.

Burmann reclama dos rumores negativos, que se espalham pela cidade, de que se a presidenta Dilma for afastada da presidência será decretado o fim do projeto de expansão da UFSM para Cachoeira.

“Não podemos deixar que o campus vire matéria de especulação política, nem para um lado, nem para o outro. Lógico que há um quadro de incerteza quanto aos rumos do país, mas dizer que as obras vão parar é uma mentira”, complementa.

O reitor garante que os repasses do governo federal vem sendo feitos dentro do cronograma esperado, portanto não existe ameaça, para um futuro próximo, de que as obras sejam suspensas.

“Temos uma margem de 90 dias para pagar as empreiteiras de acordo o desenrolar das etapas das obras, mas nunca deixamos chegar nesse limite. Posso afirmar que o atraso nos pagamentos das construtoras é inferior a 60 dias, tanto que as construções estão em plena atividade”, revela.

Paulo Burmann telefonou para o presidente da comissão comunitária pró-UFSM, promotor João Ricardo Tavares na noite desta quarta-feira, para dizer que apoia a remobilização de forças e quer conversar com as lideranças locais. “Ficar pondo o projeto em dúvida não ajuda em nada, se queremos uma universidade forte, precisamos estar unidos e com apoio da comunidade”, enfatiza.

A ideia do reitor é afinar o discurso e independente de ser implementada, ou não, uma nova política no âmbito federal, o principal é reafirmar o compromisso jurídico firmado entre o Ministério da Educação (MEC), UFSM e a Prefeitura de Cachoeira.

CONTINGENCIAMENTO - O reitor da UFSM admite que está preocupado que haja uma redução do ritmo das obras, todavia lembra que o contingenciamento de orçamento não é de agora, de modo que a realidade não é muito diferente do que já vinha acontecendo desde o ano passado.

“Em 2015 também houve cortes bruscos nos repasses do MEC, mesmo assim terminamos o ano com as contas em dia. Além de Cachoeira, também temos obras em Frederico Westphalen, Palmeira das Missões e no Hospital Universitário em Santa Maria, e todas estão em andamento apesar do contingenciamento orçamentário”, compara Burmann.

Ele acrescenta que as obras do campus de Cachoeira estão avançando bem, que a UFSM/Cachoeira já está com cerca de 600 alunos, e deve receber mais 190 discentes. “Estamos contratando professores, não há vagas ociosas. A coisa está acontecendo, a presença da UFSM já é uma realidade e está ainda para quem quiser ver”, salienta.

O MEC anunciou que, neste ano, haverá corte de recursos na ordem de até 60% para obras e equipamentos, e de 20% para custeio como água. No ano passado os cortes foram de 10% para custeio e 50% para investimentos. A construção do novo campus iniciou em dezembro último.

Fonte da notícia: GVC FM

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