UFSM busca economia na conta de energia

Portal Bei, 19/05/2016

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A crise nas finanças que atinge o ensino superior brasileiro tem obrigado as universidades públicas a buscar alternativas contra a escassez de dinheiro. Entre as frentes abertas na Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), uma mira no gasto mensal com energia elétrica, de mais de R$ 1 milhão por mês.

O projeto da universidade que busca reduzir essa despesa é o de captação de energia solar, que é transformada em eletricidade. A radiação solar, que é farta na maior parte do ano no Sul do país, pode gerar até 30% de redução na conta de luz mensal.

Para colocar a ideia em prática, a UFSM precisa investir cerca R$ 6 milhões na construção de uma estação de captação da radiação solar. Segundo a universidade, com esse investimento inicial, a instituição pode alcançar uma economia de até R$ 300 mil na sua conta de luz.

A proposta fez parte da lista de reivindicações levadas a Brasília na semana passada pelo reitor Paulo Burmann. Segundo ele, desde o final de 2014, quando os cortes de recursos para as universidades federais se acentuaram, a UFSM tem buscado alternativas de redução de gastos e racionalização das despesas.

Burmann diz que o projeto que muda o sistema de captação de energia está entre os mais importantes neste momento. A tarefa, agora, é convencer o Ministério da Educação sobre a necessidade de investir na construção da estação para captar a energia do sol. “É um projeto importante que tem uma perspectiva de retorno de economia em quatro anos.

Pesquisas para captação da energia solar já são desenvolvidos na UFSM há alguns anos. Em 2012, por exemplo, o Grupo de Eletrônica de Potência e Controle instalou uma usina solar no Centro de Tecnologia, com recursos da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep). A eletricidade gerada pela usina é usada em diferentes prédios da universidade.
A energia solar é considerada uma energia limpa e renovável. Por isso, apresenta muitas vantagens para o meio ambiente e a saúde das pessoas, pois não há emissão de gases poluentes ou outros tipos de resíduos. “A energia renovável traduz o que a universidade tem de mostrar, de investir em fontes sustentáveis”, afirma o secretário geral do Gabinete do Reitor, Marionaldo da Costa Ferreira.

De acordo com Ferreira, as mudanças no governo a partir da nova equipe do presidente interino Michel Temer (PMDB) podem prejudicar a tramitação do pedido de recursos junto ao MEC. Contudo, o projeto seguirá entre as prioridades da atual reitoria para driblar a crise financeira que atinge a educação superior. Em recente anúncio, o Ministério da Educação declarou que fará cortes de 20% na verba para custeio e de 60% nos gastos com investimentos das universidades federais.

Setor cresce no Brasil

Segundo a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), o setor de geração de energia solar é um dos que mais crescem no Brasil. A entidade informa que deverão ser investidos R$ 12,5 bilhões até 2018 na construção de 99 projetos contratados em leilões entre 2013 e 2015 no país. A associação calcula que os projetos em desenvolvimento poderão gerar até 60 mil empregos.

A energia solar

– A energia solar, ou fotovoltaica, é a captação da energia produzida pelo sol e convertida para produção de eletricidade ou de calor.
– O sol produz 4 milhões de vezes mais energia do que consumimos. O seu potencial é ilimitado.

Vantagens e desvantagens
– Entre as vantagens, ela não polui, não faz barulho e está acessível em lugares remotos ou de difícil acesso.
– Em países tropicais, como o Brasil, a utilização da energia solar é viável em praticamente todo o território.
– A produção é limitada em dias nublados, e não é produzida à noite. Por isso, a eletricidade captada do sol precisa ser armazenada em baterias.
– O custo de implantação de um sistema de captação da energia solar é elevado.

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