UFSM. Adesão à greve voltará à pauta dos docentes. Assembleia na próxima semana vai rediscutir a questão

Blog Claudemir Pereira, 07/07/2016

A data ainda é indefinida. Mas a direção da Seção Sindical dos Docentes da UFSM convocará assembleia para discutir a possibilidade de adesão à greve nacional da categoria. Essa foi uma das definições do encontro que houve nesta segunda no Campus, com a participação de cerca de 30 docentes.

O que mais se debateu na assembleia (que se repete na terça, no campus de Frederico Westphalen) você fica sabendo no material produzido pela assessoria de imprensa da Sedufsm. A reportagem é de Fritz Nunes, com foto de Rafael Balbueno. A seguir:

Adesão à greve na pauta da próxima assembleia

Um dos principais encaminhamentos da assembleia dos docentes da UFSM, na tarde desta segunda 6, no Audimax, é de que o tema da deflagração de greve retorne à pauta da próxima reunião, que será convocada para o início da próxima semana. A deliberação, que teve apenas um voto contrário, em um universo de cerca de 30 professores, leva em consideração que o crescimento do movimento paredista – já são 39 Instituições Federais, ampliando o número de 21 IFEs, que iniciaram a greve no dia 28 de maio- é que acabou levando o governo, através do Ministério do Planejamento (Mpog), a apresentar uma proposta, mesmo que ainda com números insuficientes, para o conjunto dos servidores públicos federais.

Em sua explanação aos presentes, o professor Adriano Figueiró, presidente da Sedufsm, apresentou uma série de elementos gráficos para demonstrar que os professores têm perdido poder aquisitivo nos últimos anos, e que, mesmo diante da proposta apresentada pelo Mpog, que é de 21,3% parcelado em quatro anos (2016-2019), as perdas salariais se acentuam ainda mais. Essas perdas são agravadas sobremaneira, a partir do fato que a própria carreira docente foi desestruturada e, que, na proposta do Mpog, esse tipo de questão não é tocada. Nesta terça 7, representantes do Ministério e das entidades de servidores voltam a se reunir, já com o quadro de rechaço à proposta governamental por parte da maioria dos integrantes do Fórum dos SPF.

Na análise que fez da proposta, Figueiró explicou que se levada em conta uma inflação nos parâmetros previstos no momento, que é de 9% para 2015, ao término de quatro anos, todas as classes de professores teriam perdas significativas, com exceção do Titular, que em 2019, se mantida a inflação na casa de 9%, teria um ganho real mínimo, de 0,52%. Quando comparado o poder aquisitivo do professor em termos de Salário Mínimo, a perda é flagrante, conforme detalhou o presidente da Sedufsm...”

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