Governo autoriza que mais laboratórios façam análise de qualidade do trigo

Portal Brasil, 08/07/2016, Economia e Emprego

Medida atende à reivindicação do setor produtivo

Foto: Antonio Costa/ Agência Paraná
Antes da instrução normativa, apenas o laboratório da UFSM, no Rio Grande do Sul, fazia a análise

Antes da instrução normativa, apenas o laboratório da UFSM, no Rio Grande do Sul, fazia a análise

A medida atende a uma reivindicação do setor produtivo e é resultado de instrução normativa assinada pelo ministro Blairo Maggi.

Antes da publicação da instrução normativa, apenas o laboratório da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), no Rio Grande do Sul, fazia a análise da classe do trigo. Isso porque só a instituição atendia as exigências previstas no Certificado ISO 17025 de Acreditação de Laboratórios.

“O laboratório da UFSM estava sobrecarregado, com amostras enviadas por vários pontos de ingresso no País, como Fortaleza, Recife e Bahia, e os resultados das análises demoravam, no mínimo, 30 dias. Isto representava um custo de US$ 10 mil/dia por navio carregado de trigo à espera do resultado da análise”, diz o diretor do Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal (Dipov), do Mapa, Fabio Florêncio Fernandes.

O que muda

A lista dos novos laboratórios autorizados para fazer a análise da classe do produto será publicada no site do Mapa via Siscole. Com esse reconhecimento, as análises para determinação da classe serão agilizadas. De posse dos laudos, os fiscais agropecuários poderão, de imediato, determinar a classe do trigo.

Com a nova medida em vigor, as embaixadas devem solicitar ao Mapa o reconhecimento dos laboratórios estrangeiros. Os primeiros países que deverão se habilitar à análise de classe são a Argentina, o Canadá e os Estados Unidos, tradicionais fornecedores de trigo ao Brasil.

A análise do tipo do produto, que controla a qualidade (danificados, mofados e outros) continuará a ser feita pelos fiscais federais agropecuários do Sistema de Vigilância Agropecuária Internacional (Vigiagro), na sua chegada ao país, nos portos, mediante a coleta de amostras. Os laboratórios das empresas importadoras do produto também farão esta análise.

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