Reitor vai a Brasília tentar rever cortes em custeio

Rádio Imembuí AM, 29/08/2016

Em meio à crise orçamentária que atinge as universidades federais, o reitor da UFSM, professor Paulo Burmann, embarca para a Brasília nesta segunda-feira, para uma reunião no Ministério da Educação (MEC). A Associação Nacional dos Dirigentes das IFES (Andifes) está numa ofensiva com o objetivo de reduzir os cortes orçamentários para o próximo ano, que podem chegar a 30% no que se refere a custeio, percentual superior aos 20% de 2016. Mas, não é apenas 2017 que preocupa.

Conforme o pró-reitor adjunto de Planejamento, Joeder Soares, Burmann, que é suplente na diretoria recentemente empossada na Andifes, também estará negociando a reversão dos efeitos da Portaria nº 67, de 2015, assinada ainda na época da presidente Dilma Rousseff, que estabelecia limites para cada IFE no que se refere à terceirização, diárias, locações, entre outros gastos. Uma circular do MEC enviada no mês de agosto, endureceu ainda mais os limites de gastos previstos na portaria do ano passado. O pró-reitor ressalta que o cumprimento dessa orientação do MEC causaria muitos danos às instituições.

A orientação do MEC entra em contradição com outra informação que o governo repassou às universidades, no que se refere ao teto de gastos para 2016. Enquanto o governo Dilma estabeleceu que a previsão de cortes no custeio seria de 20%, e no investimento igual a 60%, uma negociação recente com o governo interino de Michel Temer levou a uma sinalização de que o corte no custeio cairá para 10% e 50% na parte de investimentos, o que colocaria o patamar de gastos no limite de cortes do ano passado. Em relação aos repasses financeiros mensais, Joeder Soares disse que eles têm vindo de forma mais frequente, permitindo que as dívidas não se acumulem.

Em sua fala nesta sexta, durante a sessão de comunicações do Consun, o reitor disse que a Andifes tem usado seu poder de pressão para tentar minimizar os cortes que vêm sendo anunciados para o próximo ano. Burmann ressaltou que há uma sinalização do MEC de que o orçamento de 2017 pode ser semelhante ao deste ano, o que não é o ideal, mas daria um certo alívio diante de outros cenários bem piores que vinham sendo anunciados. Em relação ao processo de negociação da Andifes com o MEC, acesse aqui para ler a respeito. Uma das grandes preocupações da gestão, segundo explicou, se refere às dificuldades de investimento enfrentadas pelo campus de Cachoeira do Sul.

Texto: Fritz R. Nunes

Foto: Multiweb

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