Usina do Politécnico gera economia e sustentabilidade

Jornal A Razão, 09/09/2016, Geral, Online e Impresso

Bebidas destiladas apreendidas pela Receita Federal são repassadas à Usina Piloto na UFSM

Bebidas destiladas apreendidas pela Receita Federal são repassadas à Usina Piloto na UFSM (Receita Federal / Divulgação / A Razão)

Bebidas destiladas apreendidas pela Receita Federal são repassadas à Usina Piloto na UFSM (Receita Federal / Divulgação / A Razão)

Prestes a completar sete anos de existência, a Usina Piloto do Colégio Politécnico da UFSM, que reaproveita óleo para transformação em biodiesel, teve seu contrato de parceria com a Receita Federal renovado pelo Conselho Universitário no mês de julho por mais cinco anos. A parceria existe desde maio de 2010 e o acordo envolve a doação, por parte da Receita, de bebidas destiladas apreendidas e descartadas pelo órgão, além da doação de um carro para o suporte e divulgação das atividades da usina. O coordenador da usina, professor Cícero Nogueira, ressalta a importância da renovação do contrato para o projeto, a Receita Federal e o meio ambiente.

“Este projeto tem um caráter ambiental de descarte correto de bebidas apreendidas pela Receita Federal. Ao mesmo tempo, é matéria prima para redestilação na usina, o que viabiliza a operação o ano todo”, explica. A usina piloto foi criada em 2009, quando um grupo da UFSM teve o projeto para o seu funcionamento aprovado. Porém, os estudos para a sua implantação são anteriores a sua existência: em 2007 já havia sido iniciado um estudo sobre as características resistência da cana-de-açúcar à geada do sul do Brasil. Em 2011, a usina foi reestruturada pelo projeto “RS Mais Etanol”, do governo estadual.

Cerca de 90 a 100 litros são recebidos mensalmente pelo Colégio Politécnico. Cerca de 200 litros de etanol são produzidos diariamente na usina para abastecimento de dois veículos da própria usina e dois do Colégio Politécnico. O restante é usado para estudo nos laboratórios.

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