Coleta seletiva na UFSM beneficia quatro associações de catadores

ClicRBS, 02/02/2017, Diário de Santa Maria, ambiente, online

Recolhimento de resíduos recicláveis e orgânicos produzidos dentro da universidade é feito duas vezes por semana, às segundas e quartas-feiras, no campus.

Coleta seletiva na UFSM beneficia quatro associações de catadores Germano Rorato/Agencia RBS

Foto: Germano Rorato / Agencia RBS

Com a intenção de ajudar no trabalho de conscientização da comunidade a respeito da importância da reciclagem de resíduos, Marta Tocchetto, professora do curso de Química da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), criou a Comissão de Coleta Seletiva Solidária na instituição. A iniciativa conta com 54 pontos de arrecadação no campus. Além de receber os resíduos recicláveis, o grupo auxilia quatro associações de recicladores de Santa Maria, que ficam com o material arrecadado. A coletiva seletiva oferece, ainda, 14 pontos de recebimento de resíduos orgânicos, que são repassados para o Colégio Politécnico, onde é feita a compostagem para gerar adubo para a jardinagem da UFSM.

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A professora coordena um grupo composto por 12 pessoas, entre professores, alunos e funcionários da Federal. Segundo Marta, ao criar a comissão, a universidade passou a cumprir o decreto federal 5040/2006, que determina às instituições federais de ensino a elaboração de programas de coleta seletiva de resíduos de maneira solidária. A professora explica que as quatro instituições habilitadas pela UFSM ficam com a verba da venda dos recicláveis e a renda extra auxilia as associações a se manterem.

– Em contrapartida, a universidade cumpre o decreto, auxilia o ambiente e ajuda as associações da cidade – argumenta a professora.

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A coleta acontece duas vezes por semana, nas segundas e quartas-feiras, no campus e só contempla os resíduos recicláveis e orgânicos produzidos dentro da própria universidade (não é possível levar lixo doméstico para ser recolhido no local). Para beneficiar as quatro associações recicladoras, o cronograma de trabalho contempla uma semana para cada associação. E, para terem o material recolhidos, funcionários dos setores da instituição só precisam levar o material aos pontos de coleta (a lista e mais informações estão disponíveis em ufsm.br/coletaseletiva).

Ainda de acordo com a coordenadora, o projeto é recente e, entre as metas da comissão, está o aumento gradativo dos pontos de coleta, tanto dos resíduos recicláveis quanto dos resíduos orgânicos. Os rejeitos – lixo que não tem serventia – são recolhidos pela prefeitura e encaminhados para o aterro municipal.

UMA TONELADA

A recicladora Ana Nara Medianeira Bencher, 48 anos, trabalha na Associação de Recicladores Pôr do Sol (ARPS), uma das instituições habilitadas pela Comissão de Coleta Seletiva da UFSM. Ela conta que a associação já recolheu mais de uma tonelada em uma semana. Para a recicladora, a criação da Comissão de Coleta Seletiva da UFSM soma para todas as instituições participantes, mas, sobretudo, ajuda o planeta.

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– Nosso trabalho pode parecer pequeno, mas faz a diferença. Acreditamos que o projeto vai crescer, ter mais visibilidade e ajudar cada vez mais o meio ambiente – torce Ana.

Marta acredita que semanalmente seja recolhida uma tonelada de resíduos recicláveis. Já a coleta de resíduos orgânicos soma, diariamente, em média de 60 a 80 quilos de material.

COLETA MUNICIPAL

A coleta seletiva de recicláveis em Santa Maria ainda é feita a conta-gotas. De acordo com a Secretaria de Meio Ambiente, a prefeitura tem um contrato com a Associação dos Selecionadores de Material Reciclado (Asmar), que passa semanalmente em endereços cadastrados para fazer a coleta. Os interessados em ter material reciclável recolhido pela Asmar devem se cadastrar na Secretaria.

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A atual gestão, que recém completou um mês de trabalho, viabiliza manter o contrato com a Associação dos Selecionadores para a coleta seletiva em Santa Maria. Conforme a Superintendência de Comunicação, um estudo, em caráter experimental, está em andamento entre o Executivo e a empresa Conesul para instalação de contêineres para resíduos secos, passíveis de reciclagem.

Estes novos recipientes serão de cor diferente dos já existentes na cidade. Contudo, devem ser alocados na área já conteinerizada. A proposta da prefeitura é destinar os resíduos secos para as associações, que deverão fazer a triagem e reaproveitamento dos recicláveis.

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Todo o rejeito – material impróprio para reciclagem – é encaminhado para o aterro da Companhia Riograndense de Valorização de Resíduos (CRVR). As cargas passam por triagem e o material selecionado é vendido.

A Secretaria do Meio Ambiente garante que, desde o ano passado, busca um espaço para abrigar os chamados “inservíveis” –  sofás, fogões e outros materiais que, normalmente, são largados ao lado dos contêineres, de maneira indevida. A secretaria reclama que este tipo de resíduo é o que mais gera reclamações na pasta de Meio Ambiente.

AS INSTITUIÇÕES HABILITADAS PELO PROJETO DA UFSM
Associação de Recicladores Pôr do Sol (ARPS)
Associação dos Selecionadores de Material Reciclado (ASMAR)
Associação de Reciclagem Seletiva de Lixo Esperança (Arsele)
Associação de Catadores e Reciclagem Noemia Lazzarini

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