Lavouras da UFSM impressionam estrangeiros

Jornal A Razão, 18/02/2017, Geral, Online

Agrônomos conheceram as técnicas de manejo utilizadas em áreas de várzea da instituição

Professor Enio Marchezan (de camisa listrada) explica aos agrônomos argentinos as soluções encontradas para o cultivo de soja na área didático-experimental de várzea do Departamento de Fitotecnia da UFSM (Foto: Maiquel Rousauro / Especial / A Razão)

Professor Enio Marchezan (de camisa listrada) explica aos agrônomos argentinos as soluções encontradas para o cultivo de soja na área didático-experimental de várzea do Departamento de Fitotecnia da UFSM (Foto: Maiquel Rousauro / Especial / A Razão)

A diversificação de culturas em terras baixas surpreendeu sete agrônomos argentinos da multinacional Nidera, que visitaram nessa sexta-feira a Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). No campus sede, os profissionais conheceram os trabalhos realizados na área didático-experimental de várzea do Departamento de Fitotecnia.

A Nidera foi fundada na Holanda em 1920. Dez anos depois, a empresa abriu uma filial na Argentina e, em 2005, iniciou oficialmente suas operações no Brasil no setor de sementes. No Rio Grande do Sul, os hermanos iniciaram um tour na quarta-feira passada, em Passo Fundo, onde observaram lavouras de soja em terras altas. Na UFSM, o objetivo era entender como é realizado o manejo em áreas de várzeas.

“Estes agrônomos vieram de várias regiões da Argentina para trocar conhecimento com técnicos brasileiros.No Norte do Rio Grande do Sul já não há mais espaço para ampliar o plantio de soja, o crescimento horizontal ocorre aqui (na metade Sul do Estado)”, relata Irineu Zavegnano, supervisor de vendas da Nidera que acompanhou o grupo argentino.

Os profissionais analisaram 30 variedades de soja plantadas lado a lado, algumas inclusive da própria Nidera. Isso ocorre porque as principais empresas do setor enviam suas cultivares para o Departamento de Fitotecnia da UFSM estudar o desenvolvimento em uma área que até pouco tempo atrás era exclusiva para o cultivo de arroz.

Além das expectativas

A visita teve início com uma breve explanação do professor Enio Marchezan. Em seguida, todos foram a campo para analisar o desempenho dos cultivares.

Conforme o agrônomo Marcelo Palese, a visita superou as expectativas. “Observamos áreas de arroz, soja e milho. Aprendemos muito sobre o manejo e também as características do solo. Agora vamos adequar este conhecimento para colocarmos em prática nas áreas em que atuamos na Argentina”, relata Palese.

O agrônomo Mathias Retamal também saiu contente da UFSM. Ele destaca a importância de estender o conhecimento da universidade ao produtor. “O professor Marchezan nos mostrou como é feito o manejo de cada cultivar de soja e também conhecemos um pouco sobre as lavouras de arroz”, conta Retamal.

Conhecimento para todos

Doutor em Fitotecnia, o professor Marchezan é considerado uma das principais autoridades no país quando o assunto é orizicultura. Ele possui diversos projetos de pesquisa ligados à rotação de culturas e integração de lavouras. Aos argentinos, ele explicou que a soja em área de várzea enfrenta mais problemas do que em terras altas, sendo fundamental construir um eficiente sistema de drenagem.

Ao produtor rural que pretende investir em soja em terras baixas, Marchezan recomenda estar preparado para uma possível irrigação em caso de falta d’água.

“Também é importante se aconselhar com um bom técnico a fim de definir a melhor variedade e a época ideal para a semeadura”, aconselha.

Qualquer produtor pode visitar a área didático-experimental de várzea da UFSM em busca de orientações para suas culturas. Informações pelos telefones (55) 3220-8179 e (55) 3220-9666.

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