UFSM vai ter feira de produtos orgânicos

Diário de Santa Maria, 18/04/17

UFSM vai ter feira de produtos orgânicos Divulgação/Colégio Politécnico da UFSM

Agricultores estão recebendo orientações de pesquisadores do Colégio Politécnico para usar o mínimo de químicos possívelFoto: Divulgação / Colégio Politécnico da UFSM

Uma feira com direito a hortaliças, frutas, queijo e salame, entre outras delícias estará à disposição da comunidade a partir de 24 de abril. E o que é melhor: com produtos feitos em Santa Maria sem químicos ou com o mínimo possível.

A iniciativa, capitaneada pelo Colégio Politécnico da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), é uma saudável via de mão dupla: para o produtor, que ganha assistência técnica e um local para comercialização, e para o aluno, que passa a ter a chance de aprender também com a prática no campo.

Além deles, o consumidor também sai beneficiado, com o acesso aos produtos cultivados de forma natural em horários alternativos, no campus da universidade.

A Polifeira vai ocorrer às segundas e quintas-feiras, a partir das 15h30min, até que acabem os produtos, em frente ao Planetário. O período da tarde foi escolhido para contemplar quem não tem condições de frequentar as feiras que ocorrem, geralmente, de manhã.

– Optamos por um horário diferente das outras feiras de Santa Maria para atingir consumidores que circulam dentro da universidade. Muita gente trabalha de manhã e não consegue ir nas outras feiras. Então, vamos dar essa alternativa – explica Gustavo Pinto da Silva, professor do Politécnico.

A ideia de promover o espaço de comercialização surgiu de uma experiência semelhante desenvolvida pela instituição em Santiago. A equipe envolvida no trabalho apresentou resultados para a universidade e recebeu a proposta de desenvolver uma feira também na cidade.

– Desde 2014, desenvolvemos, no Politécnico, um projeto extensão para organização de feiras. A maioria do produto comercializado em Santa Maria não é produzido na cidade e passa por atravessadores. Pensando no consumidor que está sempre em busca de um alimento saudável e com menos insumos químicos e não sabe onde buscar, abrimos um edital público, em parceria com a prefeitura, para selecionar feirantes da cidade para comercializar o que é produzido aqui – acrescenta o professor.

A partir da seleção dos 17 agricultores participantes, alunos e um servidor do Politécnico passaram a visitar as propriedades para ver exatamente o que cada um deles planta e que tipos de produtos são usados nas lavouras. Não é permitido que o feirante venda produtos cultivados por outras pessoas.

Foto: Gabriel Haesbaert / Especial

– Estamos ajudando a criar uma produção mais orgânica, por meio da substituição gradativa dos insumos tradicionais por produtos biológicos, com menores índices de aditivos químicos. E também estamos aproveitando essa experiência para formar profissionais com maior sintonia com o mundo real. Foi um quesito para selecionar os feirantes que eles estivessem cientes que a área da produção também seria um espaço de aprendizagem para os alunos – diz Gustavo.

Desde janeiro, quando foram selecionados, os produtores estão recebendo cursos, como de panificação, de geleias e de cultivo de morango. Por enquanto, a largada da Polifeira terá esses 17 feirantes, mas no futuro o número de vendedores pode ser ampliado.

– Vamos ver como a comunidade vai receber e qual vai ser a demanda do consumidor. Mas estamos com uma expectativa positiva, porque estamos oferecendo um produto que as pessoas estão ansiosas por consumir, feito exclusivamente na cidade e livre de agrotóxicos impróprios ou em excesso – diz o professor.

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