Espetáculo “Alma Única” será apresentado hoje, no Centro de Convenções da UFSM

Diário de Santa Maria, 11/10/2017, Geral, Online.

Princípio da vida e de força vital – no ser humano ou nos animais. Essa é a definição da palavra alma, no dicionário Michaelis. E para os cinco artistas que integram o espetáculo Alma Única, a força vital que os uniu foi a arte,por meio da música,do canto lírico e do balé. Essa sinergia artística será apresentada hoje, às 20h, no Centro de Convenções da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM).A entrada é gratuita.

O espetáculo,composto por Débora Brandt Alencastro (bailarina), Rosimari Oliveira, (soprano), Leandro Cardona (harpa), Marcos Corrêa (violão) e Tita Sartor (flauta), nasceu de uma ideia de levar ao público de salas e teatros uma experiência diferente da convencional, conta Corrêa.

Além de ser um espetáculo mais intimista, que é uma das características da música da câmara, os artistas unem seus talentos e propõem uma viagem por meio dos sons e dos gestos. Tudo isso em um passeio cultural que transita pelo erudito, passando pela música correntina do maestro Astor Piazzola, até representantes da música popular brasileira como Pixinguinha, Tom Jobim e Vinícius de Moraes.

– É um trabalho diferente.A começar pelo encontro incomum entre a harpa e o violão, o canto lírico e o balé. Além disso, tem uma questão interessante nesta 1h15min de músicas. Pois elas estão dentro de um roteiro. Elas contrastam umas com as outras. Então, as pessoas acabam se identificando e se sentem parte do espetáculo – explica Corrêa.

A ORIGEM DO ESPETÁCULO 
A ideia surgiu há três anos e como os componentes não residem na mesma cidade ou país, os ensaios foram realizados de forma inusitada. Corrêa, que também é professor na UFSM, reside em Santa Maria, assim como o flautista Tita Sartor, enquanto o harpista Leandro Cardona mora em Portugal.A soprano Rosimari Oliveira reside em Porto Alegre, e a bailarina Débora Brandt Alencastro é professora de balé da Fundarte, de Montenegro.

– Nós ensaiamos separados, e, como um dos artistas mora fora do Brasil, foi necessária uma adaptação. No caso da Débora, ela assiste às gravações das músicas e cria as coreografias. Não é muito comum ver uma formação de um espetáculo assim, unindo essas diferentes combinações – comenta o violonista.

COMUNHÃO DE ESTILOS
O espetáculo, que já passou por Canoas, Novo Hamburgo e Porto Alegre, amanhã segue para Bento Gonçalves. Para o próximo ano, há ambição da gravação de um DVD.

De acordo com o coordenador artístico e idealizador do espetáculo, João Batista Sartor, artisticamente conhecido com Tita Sartor, o objetivo, desde o início, é que as apresentações sejam percebidas além do recital. Por conta disso, outros elementos artísticos foram incluídos.

– É um espetáculo mais visual, nós (músicos) também fazemos uma parte cênica, para que exista esse diálogo, uma comunhão entre estilos diferentes buscando sempre a fruição do público – finaliza.

Alma Única
Coordenação artística – João Batista Sartor
Diretora executiva – Therezinha Cardona
Com – Débora Brandt Alencastro, Rosimari Oliveira, Leandro Cardona, Marcos Corrêa e Tita Sartor
Onde – Centro de Convenções da UFSM (Avenida Roraima, nº 1.000, Bairro Camobi)
Quando – Hoje, às 20h  Quanto – Gratuito

Programa
Marcos Corrêa – Prelúdio
Giaccomo Puccini (1858-1924) – O Mio Babbino
Caro Henry Bishop (1786-1855) – Lo! Here the Gentle Lark
Camille Saint-Saëns (1835-1921) – Le Cigne
Fernando Obradors (1897-1945) – Del cabello más sutil
Manuel de Falla (1876-1946) – Siete canciones populares españolas; El paño moruno e Canción
Jacques Ibert (1890-1962) – Entr’acte
Astor Piazzolla (1921-1992) – Adiós Nonino; Historia del Tango e Café 1930
Dori Caymmi (n. 1943) – Porto
Jaime Ovalle (1884-1955) – Azulão
João Pernambuco (1883-1947) – Sons de Carrilhões
Pixinguinha (1897-1973) – Lamentos
Tom Jobim (1927-1994) e Vinicius de Moraes (1913-1980) – Chega de Saudade
Heitor Villa-Lobos (1887-1959) – Bachianas Brasileiras n. 5, cantilena

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