Professora da UFSM ganha prêmio por ações de sustentabilidade

Diário de Santa Maria, 01/12/2017, Geral e Polícia, Online. 

Reutilização de materiais de trabalhos acadêmicos para produção de sacolas e estojos é uma das iniciativas de Marta Tocchetto

Professora da UFSM ganha prêmio por ações de sustentabilidade Marta Tocchetto/Arquivo pessoal

Marta no caminhão usado para coleta seletiva na UFSMFoto: Marta Tocchetto / Arquivo pessoal

A professora Marta Tocchetto, do departamento de Química da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), é uma das premiadas do Pioneiras da Ecologia, prêmio instituído pela Assembleia Legislativa do Estado. Como o nome da premiação diz, o reconhecimento é para aquelas que se destacam na luta por um ambiente ecologicamente correto.   Além de dar aulas nos cursos de Química da UFSM, ela é  integrante da Diretoria da Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental/seção RS.

Ela conta que foi indicada ao prêmio pelo deputado estadual Valdeci Oliveira (PT) e que ficou sabendo que foi uma das selecionadas na última segunda-feira.

–Eu sabia que outras pessoas com quem eu iria concorrer tinham igual ou maior possibilidade de ganhar, com trajetórias significativas e me emociona e eu fico super agradecida – comenta Marta.

Marta participa de projetos já conhecidos pela comunidade da UFSM e também por pessoas de fora da instituição. Um deles é o projeto ReLona, que reutiliza o material de banners de trabalhos acadêmicos e transforma o material em objetos como sacolas e estojos. Mas a professora acredita que, o trabalho que tenha influenciado para ser uma das premiadas pela Assembleia, foi a implementação da Coleta Seletiva Solidária na UFSM, que tem um ano de funcionamento.

Marta Tocchetto, professora da UFSM, vai receber prêmio voltado para mulheres que se destacam em ações de sustentabilidade

Foto: Marta Tocchetto / Arquivo pessoal

O projeto funciona em parceria com quatro associações de recicladores da cidade. A cada semana, cerca de uma tonelada de lixo reciclável (papel, alumínio, plástico e vidros) é recolhida e destinada para reciclagem por meio das associações. Além disso, estima-se que a cada semana, de 100 a 150 quilos de lixo orgânico (restos de comida e cascas de frutas) são recolhidos no campus e vão para oma compostagem do Colégio Politécnico. Para o processo funcionar corretamente, no ano passado, a Universidade ganhou, da Receita Federal, um caminhão que é usado pelas associações. E contêineres separados para cada tipo de resíduo estão distribuídos pelo campus.

Marta se formou em Química Industrial na UFSM nos anos 80, em uma época que as questões ambientais começavam a tomar corpo no Estado e no país. Foi na pós-graduação que ela se apaixonou por assuntos relacionados ao meio ambiente e preservação ambiental.

– A universidade também forma cidadãos. E o respeito à natureza, ao ambiente, aos seres vivos faz parte disso e motivou a levar essas questões aos meus alunos. Também sempre gostei muito do trabalho de extensão, de fazer com que as pessoas repensem as relações de consumo e relações com o meio ambiente – comenta a professora.

A premiação será na quarta-feira, às 10h, no Salão Júlio de Castilhos da Assembleia Legislativa, em Porto Alegre. Além de Marta, Renilde Cembrani Raminelli, de Ibarama, e Anabela Silveira de Oliveira Deble, de Dom Pedrito, também recebem o prêmio.

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