Universidades federais do RS comemoram verba extra, mas demonstram preocupação com recursos

G1 RS, 09/01/2018.

nunciados como recursos extras pelo Ministério da Educação, os R$ 20 milhões destinados às universidades e institutos federais do Rio Grande do Sul aliviaram as contas, mas não representam a solução total para as finanças das instituições.

Os valores foram repassados à cinco universidades e três institutos federais de educação no dia 3 de janeiro deste ano. No total, as universidades brasileiras ganharam R$ 1,2 bilhão neste repasse, segundo dados do governo federal.

Entre as instituições gaúchas, a Universidade Federal de Santa Maria foi a que mais recebeu recursos: R$ 5,7 milhões. Um dinheiro bem-vindo, já que no ano passado, cortes do próprio ministério resultaram em demissões. O desejo do reitor da universidade, Paulo Burman, é de que o orçamento de 2018 não sofra reduções.

“A universidade está muito ressentida de investimentos em obras, especialmente em Cachoeira do Sul [onde a UFSM tem campus]. E de investimentos em pesquisa. Esse é um ciclo que não pode parar, os prejuízos são imensos”, diz.

Já o Instituto Federal Sul-Riograndense recebeu R$ 3,1 milhões do Ministério da Educação, que garantem a execução de três obras importantes em três campi. Mas é preciso mais, avalia o reitor Flávio Nunes.

“A nossa luta vai ser ir atrás de recursos extra-orçamentários para dar conta de uma expansão que acontece hoje no Instituto Sul-Riograndense. O que temos são obras que estão projetadas e não se consegue colocá-las em execução”, lamenta.

A Universidade Federal de Pelotas recebeu R$ 2,2 milhões. Segundo a reitoria, os repasses do governo federal se concentram no fim de 2017, criando outro problema. “Isso dificulta, evidentemente, porque nós vamos, ao longo do ano, deixando de pagar empresas, o que gera juros. Nenhum orçamento está preparado para absolver isso”, reclama o vice-reitor, Luís Amaral.

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