Viaduto do Menino Deus preocupa motoristas

Jornal A Razão, 26/02/2013, Edição Digital

Viaduto do Menino Deus preocupa motoristas

Usuários relatam que estrutura na BR-158 estaria trepidando. DNIT fará vistoria, mas não crê em falhas

 

Marcos Fonseca

 

Supostas rachaduras na pista de 296 metros seriam normais (Foto: Rafael Dias / A Razão)

Supostas rachaduras na pista de 296 metros seriam normais (Foto: Rafael Dias / A Razão)

Motoristas que trafegam pelo Viaduto sobre o Vale do Menino Deus, na BR-158, afirmam que a estrutura estaria trepidando além do normal e teria rachaduras. A pedido da Câmara de Vereadores, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) pedirá um laudo técnico da estrutura, mas o engenheiro responsável pelo órgão, Olivar Behegaray, não acredita em falha estrutural.

Construído em 1957, o viaduto em curva conhecido como Garganta do Diabo tem 296 metros de extensão e se ergue em pilares a 50 metros do solo. Ontem, ao tomar conhecimento dos relatos de motoristas, o presidente da Câmara de Vereadores, Marcelo Bisogno (PDT), acompanhado do vereador Daniel Diniz (PT), solicitou a vistoria ao DNIT. Hoje, às 9h30min, os vereadores e Behegaray estarão no local para observar a situação do vão. Ontem, o engenheiro já esteve no local, mas nada constatou de irregular.

“Em cima do viaduto, não há nada que mostre um processo de trincamento. A trepidação é normal”, afirma.

Vida útil -

Famoso cartão-postal de Santa Maria, o viaduto passou por duas grandes reformas nesses 56 anos, para dar conta do crescente movimento, principalmente de caminhões. A primeira, em 1975. O último reforço foi feito em 1995, sob responsabilidade do engenheiro de Estruturas da UFSM Paulo Sarkis. Segundo ele, o projeto inicial foi bem feito. Em geral, as estruturas são calculadas para durar 50 anos, mas normalmente suportam entre 200 e 300 anos. “Nunca se despreza a observação popular. Se alguém que passa frequentemente no viaduto sente ele trepidar além do normal, é caso de investigar. Mas, se não for alguém acostumado a passar ali, não seria o caso”, aponta Sarkis.

Especialista em pontes, o engenheiro informa que o primeiro sintoma de falha de uma ponte são fissuras, o que não haveria na Garganta do Diabo. Sarkis também não crê em falha estrutural. “Não acredito que o viaduto vá precisar de novo reforço. Talvez precise de reparos”, pondera.

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