Nova vistoria pode liberar salas da Odonto da UFSM

A Razão, 30/04/13, Edição Digital

UFSM e MPF firmaram ontem Termo de Ajuste de Conduta que tem como objetivo a reabertura de quatro ambulatórios do curso

A liberação das salas do curso de Odontologia da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), localizadas no prédio da antiga reitoria, no Centro, interditadas desde o fim do mês de março, depende agora de uma nova vistoria da Vigilância Sanitária da 4ª Coordenadoria Regional de Saúde (4ª CRS), que poderá ocorrer ainda esta semana. A Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) e o Ministério Público Federal (MPF) firmaram na tarde de ontem um Termo de Ajuste de Conduta (TAC) que tem como objetivo a reabertura de quatro ambulatórios do curso.

No início de abril, o MPF encaminhou uma ação à Vigilância Sanitária solicitando a liberação dos espaços. A Vigilância Sanitária interditou salas devido à necessidade de adequações nas práticas de esterilização e radiologia, bem como à ausência do projeto arquitetônico dos ambulatórios.

De acordo com o diretor do Centro de Ciências da Saúde (CCS), professor Paulo Burmann, as providências necessárias foram tomadas e estas exigências já estão cumpridas. Em razão disso, uma nova vistoria da Vigilância Sanitária será marcada possivelmente para esta quinta ou sexta-feira. Caso a interdição seja suspensa, os ambulatórios serão reabertos imediatamente. A expectativa do diretor do CCS é que as atividades nos ambulatórios sejam retomadas na próxima segunda-feira. “Como já foram feitos laudos nos aparelhos de raio-x, na semana passada, e as reformas nas salas devem ser finalizadas hoje, agora só falta o aval da Vigilância. A nossa expectativa é retomar aulas práticas já na próxima semana”, disse o coordenador do curso de Odontologia, Paulo Burmann.

Atualmente cerca de 450 alunos, dos cursos de graduação e pós-graduação em Odontologia da UFSM, estão sendo prejudicados pelo fechamento dos ambulatórios. Sob a supervisão de professores do curso, lá eles devem colocar em prática o que aprendem em sala de aula. Também são prejudicados pacientes, oriundos da comunidade, que recebiam assistência odontológica dos estudantes e atualmente não podem mais agendar consultas. Cerca de 1,2 mil procedimentos eram realizados por mês nos ambulatórios.

Segundo Burmann, alguns dos problemas encontrados pela Vigilância Sanitária relacionam-se a demandas que o curso de Odontologia vem fazendo há mais de 15 anos. Afora as exigências relacionadas ao projeto arquitetônico, esterilização e radiologia, o termo de ajuste de conduta assinado ontem lista cerca de dez itens, considerados secundários, que têm ser atendidos em um período de 90 dias. Um deles, diz respeito à colocação de divisórias entre as cadeiras odontológicas, separando equipamentos.

A reunião desta segunda-feira ocorreu na sede do MPF. Além do diretor do CCS, participaram o reitor da UFSM, Felipe Müller; o procurador jurídico da UFSM, Paulo Brum; o coordenador do curso de Odontologia, Carlos Alexandre Bier; o procurador da República Harold Hoppe e representantes do diretório acadêmico do curso e da Vigilância Sanitária.

Novo prédio – Para tentar a liberação das salas pela vigilância, a UFSM alega que está construindo um novo prédio, no campus de Camobi, que ficará pronto em 2014, e que terá todas as instalações necessárias. A obra já estaria subindo para os primeiros pilares.

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