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DSM.com, 07/05/2013, Política, p.6

O que pensam os três pré-candidatos à reitoria que vão concorrer ao pleito nos dias 2 e 3 de julho.

É do 5º andar do prédio da reitoria da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) que o próximo reitor, a partir de dezembro, administrará a comunidade universitária formada por 27,7 mil estudantes, 2,7 mil técnicos-administrativos e 1,7 mil professores. A instituição, que foi a primeira universidade federal criada fora das capitais, tem um orçamento mais que o dobro do município de Santa Maria: a projeção orçamentária inicial estimada em R$ 891 milhões para este ano, com possibilidade de chegar a R$ 1 bilhão. Para adminitrar essa estrutura gigantesca, três pré-candidatos já começaram a corrida eleitoral, inauguram comitês e, mesmo informalmente, passam parte do tempo em busca dos votos da comunidade universitária.

Ontem, foi lançado o edital que regulamenta o pleito. As inscrições das chapas devem ocorrer entre os dias 13 e 14 deste mês. A campanha começará oficialmente no dia 14 de maio e se encerrará às 23h59min de 1º de julho. Já a eleição ocorrerá nos dias 2 e 3 de julho. O voto é facultativo e deverá contar com cédulas e com urnas eletrônicas.O reitor eleito comandará a instituição de 2014 a 2017.

Na corrida pelo voto dos eleitores da instituição, que contabiliza também os campi de Frederico Westphalen, Palmeira das Missões e Silveira Martins, estão os pré-candidatos Eduardo Rizzatti (estreante em eleição), Felipe Müller (que busca a reeleição) e Paulo Burmann (candidato pela quarta vez a reitor). O Diário falou com os pré-candidatos, que apresentaram suas propostas e comentaram sobre temas polêmicos, como expansão universitária e vestibular e ponto eletrônico (leia na página ao lado).

Pré-candidatos definem estratégias de campanha

Mesmo que as candidaturas ainda não estejam oficializadas, as estratégias dos pré-candidatos já começam a ser delineadas. Eduardo Rizzatti, que em 2009 apoiou o então candidato Felipe Müller, faz sua estreia em um processo eleitoral ao lado de Thomé Lovato. Rizzatti e Lovato dizem que farão oposição à atual administração.

– O projeto (de expansão) pecou em questão de infraestrutura. Nós, como diretores de centros, pedimos ao reitor que não encaminhasse nenhum projeto de expansão da federal, sem antes de terminar o Reuni na UFSM. À época, o reitor se comprometeu com isso. E o que vimos, atualmente, não é isso – fala Rizzatti.

Experiente em eleição, Paulo Burmann, que em 2009 fez 37% dos votos válidos (4,6 mil votos) contra os 6,9 mil de Müller, terá como candidato a vice Paulo Bayard.

– A gestão deve estar alicerçada em planejamento, democracia nas relações entre estudantes, técnicos-administrativos e docentes. Todos têm igual importância na engrenagem da instituição. Infelizmente, ao longo dos anos, a federal se afastou desse modelo – sustenta Burmann.

O atual reitor Felipe Müller deve se valer de números para rebater as críticas de seus opositores. Em busca de mais quatro anos frente à instituição, Müller manterá a dobradinha ao lado do atual vice-reitor Dalvan Reinert:

– A UFSM saiu da condição de interiorana para estar entre as 10 melhores federais do país. Nesses últimos cinco anos, apenas dentro da UFSM foram investidos mais de R$ 120 milhões.

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