Congestionamento lidera queixas

Diário de Santa Maria, 03/09/2013, Geral, Pág. 06

Na volta às aulas da UFSM, não foi a superlotação dos ônibus a principal reclamação dos estudantes

Às 7h28min de ontem, o estudante da UFSM de Farmácia Guilherme Cantini, 26 anos, desembarcava do ônibus Faixa Nova – Universidade, em frente ao Centro de Tecnologia (CT), em Camobi. Cansado da superlotação, ele modificou seu embarque:

– Sempre pegava ônibus no terminal da Rua Barão do Triunfo, mas era muito lotada. Neste semestre, já comecei a embarcar no terminal da Rua Vale Machado para evitar o aperto.

O Diário acompanhou, ontem, o recomeço das aulas para mais de 28 mil alunos da UFSM. Muitos usuários do transporte coletivo acham alternativas, que vão desde mudar de local para o embarque a ter de desembolsar um pouco mais na passagem. A Associação dos Transportadores Urbanos (ATU) colocou mais ônibus nas ruas (os horários podem ser conferidos no site atu.com.br). Contudo, o que não deu para vencer foi o congestionamento nas duas faixas em direção a Camobi.

– Por medo de perder o começo de alguma aula, como já me aconteceu, ou de vir espremida e muito tempo em pé, prefiro pegar um azulzinho. No fim do mês, sinto na carteira – reclama Janaína Fighera, 21 anos, estudante de Enfermagem da UFSM, que, na tarde de ontem, embarcava em um seletivo de volta ao Centro.

Se por volta das 17h30min, a parada em frente ao Hospital Universitário (Husm) era movimentada, pela manhã, em frente ao CT, o fluxo era praticamente o mesmo. Fiscais da ATU monitoravam o fluxo de ônibus no local. Nos dois turnos, apesar de alguns ônibus estarem lotados, com cerca de 10 pessoas em pé, o deslocamento foi considerado tranquilo.

Para evitar a superlotação nas linhas que partem do Centro, a ATU disponibilizou mais veículos, distribuídos nos terminais das ruas Vale Machado e Barão do Triunfo e no da Tancredo Neves. Ontem, conforme a associação, 59 ônibus foram colocados em circulação. O que atrapalhou o deslocamento, pela manhã e no final da tarde de ontem, foi o engarrafamento nas duas faixas de Camobi. Por volta das 18h, a saída pela Avenida Roraima estava parada.

– Não adianta colocar mais ônibus se tiver congestionamento. De seis a oito horários de ônibus foram prejudicados pela manhã em razão do congestionamento – afirma o presidente da ATU, Luiz Fernando Maffini.

Conforme estudantes, como Luiza Levy, 20 anos, a primeira semana de aula não pode servir como parâmetro para avaliar o transporte público, já que muitos cursos ainda não retomaram as atividades normalmente.

– No semestre passado, a volta para casa era horrível. O ônibus estava sempre lotado – recorda a estudante de Fonoaudiologia do 2º semestre.

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