• Controle agroecológico

    ALTERNATIVAS DE CONTROLE AGROECOLÓGICO DE MOLÉSTIAS E INSETOS-PRAGA EM CULTIVOS E DE ENDO E ECTOPARASITAS DE BOVINOS LEITEIROS EM PROPRIEDADES FAMILIARES INTEGRANTES DA REDE ECOVIDA: NÚCLEO REGIONAL CENTRO – RS

     

    Coordenação: Clair Jorge Olivo, Marlove Muniz; Sonia Dequech; Elena Blume;

     

    Agência Financiadora: CNPq

     

    Período de vigência: 2005 – atual

     

    Neste projeto foi feita a avaliação dos insetos-praga presentes em cultivos de hortaliças em propriedades familiares integrante do Núcleo Regional Centro - RS, da Rede de Agroecologia Ecovida e foram propostas alternativas agroecológicas de controle. Foram detectados problemas com ataques de vaquinhas, pulgões, lagartas, dentre outros.  Um inseto que se destacou nos levantamentos foi o besourinho Microthecaochroloma (Col.: Chrysomelidae), em função de ataques e danos severos causados em brassicáceas, em especial na couve-chinesa. Visando o controle desse inseto, foram testados inseticidas botânicos, na forma de extratos de plantas com atividade inseticida.

    Os resultados obtidos nos permitiram recomendar o uso de extratos aquosos a 10% p/v de folhas de cinamomo e de pó-de-fumo, tanto para larvas quanto para adultos de M.ochroloma. Porém, deve-se cuidar para o período de carência (entre a última aplicação do extrato e a comercialização do produto), que deve ser de três dias para o cinamomo e de 10 dias para o pó-de-fumo.

    Quanto às doenças de plantas, as de maior ocorrência foram as fúngicas, causadas por Sclerotiniasclerotiorum (mofo branco) em tomateiro e Sclerotiumrolfsii e Fusariumspp. (podridões de raízes) em feijoeiro. Para controlá-las foram testados produtos a base do antagonista Trichoderma spp. em tratamento de solo com uma eficácia proporcional à incidência da doença.

    Com relação à produção animal, uma das doenças que mais causam problemas aos animais são as helmintoses. Assim, para seu controle foram usadas na alimentação de ovinos, lâminas foliares de bananeira, à razão de 1% do peso vivo, trituradas e misturadas ao concentrado por três dias consecutivos. O processo foi repetido 15 dias após, resultando em redução da carga parasitária em 46,7%.

  • Validação de Tecnologias para a Agricultura Familiar

    VALIDAÇÃO DE TECNOLOGIAS APROPRIADAS PARA A AGRICULTURA FAMILIAR EM REDE DE REFERÊNCIA DE UNIDADES DE PRODUÇÃO

     

    Coordenador: João Kaminski

     

    Agência Financiadora: CNPq

     

    Período de vigência: 2004-atual

     

    Este projeto de extensão e pesquisa possui cinco eixos temáticos: produção de batata orgânica, pecuária familiar, manejo de recursos naturais em propriedades produtoras de fumo,  sistema de produção de arroz orgânico e  banco comunitário de sementes. O objetivo é testar tecnologias já existentes para a agricultura familiar, apresentando experiências de lavouras demonstrativas e dias de campo.

     No cultivo de batata orgânica vem sendo desenvolvidas novas experiências de produção, visando principalmente diminuir o uso de insumos químicos, substituir insumos por fórmulas biológicas de controle de pragas e doenças e utilizar os nutrientes dentro das necessidades da cultura,  de modo a minimizar as perdas para o ambiente.

     Na pecuária familiar estão sendo testadas formas alternativas de melhoramento da pastagem natural com a introdução de espécies de inverno (período de maior carência de forragem), preservando-se as espécies de verão.

     Quanto ao manejo de recursos naturais em propriedades produtoras de fumo, o objetivo do projeto foi conscientizar os agricultores sobre a necessidade de minimizar a mobilização do solo para o plantio do fumo e introduzir o uso de plantas de cobertura e recuperadoras do solo. Essas práticas levam a menores perdas de água e de solo, com produtividade elevada, igual ao superior aos cultivos convencionais do solo.

     No cultivo de arroz orgânico foram testadas alternativas de produção consorciada com peixes na entressafra, bem como a adequação do uso de insumos para que se obtenha uma boa produtividade, sem que isso implique concentrar nutrientes na água descartada após a irrigação.

     E o último eixo temático do projeto visa estimular a formação de uma rede de produtores de sementes crioulas, para facilitar a troca de experiências e materiais, com a instalação de um banco comunitário regional de sementes.

  • Intervivência Universitária

    APOIO NA APROXIMAÇÃO DE JOVENS RURAIS AO UNIVERSO ACADÊMICO E ÀS TECNOLOGIAS DA INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO. INTERVIVÊNCIA UNIVERSITÁRIA

     

    Coordenador: João Kaminski

    Vice-coordenador: Danilo R. dos Santos

    Coordenador Executivo: Solano Bertol

     

    Agência Financiadora: CNPq (Edital MCT/CNPq/CT - AGRONEGÓCIO/MDA - Nº 23/2008)

    Programa Intervivência Universitária

    Período de Vigência: jan/2009 a jun/2011

     

    Essa ação de extensão universitária surgiu da preocupação com a sucessão dos jovens rurais da região de Sobradinho – RS. Percebeu-se que esses jovens tinham pouco interesse em permanecer na atividade rural, e aqueles que permaneciam não se mostravam estimulados a estudar ou buscar aperfeiçoamento e profissionalização para qualificar-se e tornar a atividade agrícola mais cômoda e rentável.

     O objetivo geral do projeto foi apoiar a aproximação de jovens de comunidades rurais do mundo acadêmico, tanto ao ambiente distante (a UFSM), quanto ao ambiente próximo (o pólo de ensino à distância – EaD - do sistema UAB), com intuito de estimular a importância do seu planejamento na formação profissional. Essa interação visava despertar nesses jovens o espírito autônomo, criativo e empreendedor para estimular sua fixação no meio rural.

     Uma das atividades desenvolvidas foi a promoção da inclusão digital desse grupo de jovens, utilizando para esse fim os recursos de equipamentos e estrutura física dos pólos de apoio presencial da UFSM no sistema UAB, nos momentos em que essa estrutura se encontrava ociosa (nos fins-de-semana). Os jovens também participaram de visitas a algumas experiências positivas do meio rural, como sistemas de produção alternativos e agroindústrias bem sucedidas, para que esses pudessem ser tomados como exemplo a ser seguido.

     Além de desenvolver conhecimentos de informática, as reuniões semanais com esse grupo de jovens e os tutores do projeto estimulavam o debate de valores éticos. Como resultado, os jovens desenvolveram uma maior facilidade de comunicação e de expressão dos seus sentimentos e angústias.

     As ações do projeto também deram maior credibilidade e visibilidade ao Projeto e ao Pólo em EAD de Sobradinho na localidade, local onde ocorriam os encontros semanais com os grupos de alunos.

  • Tecnologias de uso e manejo do solo

    Tecnologias apropriadas de uso e manejo do solo visando à proteção de recursos hídricos em unidades de produção familiar

     

    Coordenador: João Kaminski

    Vice-coordenador: Danilo Rheinheimer dos Santos

    Coordenador executivo: Solano Bertol

     

     Agência Financiadora: CNPq  (Edital MCT/CNPq/SEAP-PR/CT-AGRONEGÓCIO/ CT-VERDE AMARELO/ CT-SAÚDE/CT-HIDRO -

    Nº 07/2008)

     

    Período de Vigência: ago/2008 a fev/2011

     

    O objetivo é difundir tecnologias já validadas em pesquisas anteriores e adaptadas às condições locais da agricultura familiar do Rio Grande do Sul, com foco no manejo dos recursos naturais integrado a um sistema agroflorestal, para a proteção e gerenciamento de recursos hídricos.

    O projeto está centrado na ação de formação e orientação de recursos humanos, envolvendo a capacitação e treinamento de alunos da Graduação Tecnológica em Agricultura Familiar e Sustentabilidade UFSM-UAB, bem como de agricultores e técnicos participantes. Para isso, foi constituído um núcleo de assessoria para orientação e qualificação de agricultores, estudantes e agentes de ATER envolvidos em questões relacionadas ao Solo e a Água em unidades de produção familiar.

     As ações do projeto ocorrem em quatro regiões do estado do Rio Grande do Sul: central, centro-serra, noroeste colonial e campanha, em quatro sub-projetos:

     I: Planejamento Paisagístico-Ambiental das Unidades de Produção, para implantar planejamento paisagístico ambiental nos diferentes segmentos das propriedades utilizadas, realocando benfeitorias, vias de acesso e áreas de produção para produzir baixo impacto na preservação de encostas e de áreas marginais.

     II: Manejo da poluição dos recursos hídricos e estratégias de tratamento dos resíduos,  incluindo a avaliação do grau de contaminação de águas circulantes no local e a identificação dos pontos de poluição para estabelecer modelos de tratamento alternativo de águas servidas.

    III: Uso e manejo do solo visando qualidade dos recursos hídricos, para introduzir a prática de aproveitamento de áreas de baixo potencial agrícola pela adoção de sistema agroflorestal, visando à proteção do solo, fontes e córregos e a produção de madeira e energia.

     IV: Sistemas agroflorestais, como estratégia de preservação dos recursos hídricos, para estimular a preservação de matas ciliares, estabelecer bosques para fornecimento de madeira e energia e recuperar áreas degradadas consorciando culturas anuais e perenes.

     O   vídeo   da   TV   Campus    sobre  o   pomar    experimental   deste

    projeto em Faxinal do Soturno  p ode ser acessado no site: http://www.youtube.com/watch?v=9pjv16drdVw

     

  • Acompanhamento das ações de ATES

    PROGRAMA DE ACOMPANHAMENTO, PLANEJAMENTO E ARTICULAÇÃO DAS AÇÕES DE ASSESSORIA TÉCNICA, SOCIAL E AMBIENTAL – ATES NOS PROJETOS DE ASSENTAMENTO NO RIO GRANDE DO SUL (TERMO DE COOPERAÇÃO UFSM/INCRA)

     

    Coordenador: Pedro Selvino Neumann

     

    Agência Financiadora: INCRA/RS

     

    Período de vigência: mar/2009 a mar/2012

     

    Em dezembro de 2008, através de uma articulação político-institucional do NESAF, firmou-se o termo de cooperação entre o INCRA e a UFSM para desenvolver o “Programa de Acompanhamento, Planejamento e Articulação das Ações de Assessoria Técnica, Social e Ambiental (ATES) nos Projetos de Assentamento no Rio Grande do Sul. O objetivo é fornecer suporte técnico e gerencial para acompanhamento, planejamento e articulação das equipes prestadoras de serviços de Assessoria Técnica, Ambiental e Social para os assentamentos contemplados pelo Programa de ATES do INCRA/RS nos 18 Núcleos Operacionais (NO). O projeto contempla 9.894 famílias em diversos assentamentos do RS. Dos 18 Núcleos Operacionais, 6 são  situados na região Centro-Norte (Júlio de Castilhos, Tupanciretã, Jóia, Sarandi, Palmeira das Missões e Vacaria), 2 na região Metropolitana (Nova Santa Rita e Eldorado do Sul), 2 na Fronteira Oeste (Livramento e Fronteira Oeste), 6 na região Sul (Candiota, Hulha Negra, Canguçu, Pinheiro Machado, Piratini e Herval) e 2 na região das Missões (São Luiz Gonzaga e São Miguel das Missões).

    A equipe do projeto é constituída por: Prof. Pedro Selvino Neumann, coordenador; Profa. Vivien Diesel, colaboradora, quatro profissionais de nível superior com dedicação exclusiva para o trabalho de articulação (Alisson Vicente Zanortpara os NOs de Vacaria, Nova Santa Rita, Eldorado do Sul, Canguçu e Piratini; Jacir João Chies para os NOs de Candiota, Hulha Negra, Pinheiro Machado e Herval; Luiz Eduardo Abbady do Carmo para os NOs de São Luiz Gonzaga, São Miguel das Missões, Fronteira Oeste e Santana do Livramento; e Vinicius Piccin Dalbianco para os NOs de Julho de Castilhos, Tupanciretã, Jóia, Palmeira das Missões e Sarandi);  um bolsista de pós-graduação, Dhonatha Santo Rigo;  e um bolsista de graduação, Daiane Taborda de Mattos.

    O atual termo de cooperação terá vigência até março de 2012. Para garantir a continuidade do processo de qualificação da ATES e a ampliação das atividades nos 20 Núcleos Operacionais do Estado do Rio Grande do Sul, já se encontra em tramitação um novo termo, o qual terá vigência de quatro anos (de 2012 a 2016).

     

  • Milho Crioulo
    Desenvolvimento de Tecnologias
    Ações Direcionadas
    Sistematização de Ações

    CONTRIBUIÇÕES AO DESENVOLVIMENTO DE TECNOLOGIAS PARA O RESGATE, O MANEJO E A CONSERVAÇÃO DE CULTIVARES LOCAIS, TRADICIONAIS OU CRIOULAS DE MILHO DE IBARAMA, RS INTERVIVÊNCIA UNIVERSITÁRIA

     

    Coordenadora: Marlove Fátima Brião Muniz

    Agência Financiadora: CNPq

    Período de vigência: dez/2009 a dez/2011

     

    A modernização da agricultura no Brasil, iniciada nos anos 1960, vem acarretando uma redução na biodiversidade e na variabilidade genética e ocasionando perdas de conhecimentos e valores socioculturais associados aos cultivos agrícolas. Atuar para promover o resgate, o manejo e a conservação de bancos comunitários de sementes de cultivares locais, tradicionais ou crioulas (CLTCs) pode auxiliar a minimizar este cenário adverso.

    Em Ibarama-RS foi criada a Associação de Guardiões de Sementes de Milho Crioulo, reunindo 23 famílias rurais, para multiplicar, trocar e comercializar suas sementes com outros agricultores. Foi instituído o Dia da Troca de Sementes Crioulas em toda região Centro Serra do estado e criada a Festa Estadual do Milho Crioulo, o que tem impulsionado uma significativa e gradual substituição das cultivares híbridas pelas CLTCs.

    Porém, ainda existem alguns entraves ao desenvolvimento e consolidação dessas atividades, tais como:

    · ausência de registro no Cadastro Nacional de CLTCs;

    · incidência de pragas e doenças durante o processo de produção (com a conseqüente redução da qualidade fisiológica e sanitária das sementes);

    · perdas ocorridas no armazenamento pela contaminação do produto com fungos e pelo ataque de insetos;

    · dificuldades na classificação e padronização das sementes (devido às diferenças de formas e tamanho das sementes das cultivares).

    Este projeto visa contribuir para a conservação da agrobiodiversidade, da variabilidade genética e do etnoconhecimento associado ao resgate, manejo e conservação de CLTCs de milho na região de Ibarama – RS.

    Ao final do projeto, os resultados, avanços, produtos e aplicações produzidos nesses estudos serão avaliados e socializados com a comunidade empregando-se métodos e técnicas participativos.

    AÇÕES DIRECIONADAS À IMPLANTAÇÃO DE UM PROGRAMA DE MELHORAMENTO PARTICIPATIVO DE MILHO CRIOULO NO MUNICÍPIO DE IBARAMA, RS

     

    Coordenadora: Lia Rejane Silveira Reiniger

    Vice-coordenadora: Marlove Fátima Brião Muniz

    Agência Financiadora: CNPq

    Período de vigência: dez/2009 a dez/2011

     

    Após a criação da Associação dos Guardiões de Sementes Crioulas de Ibarama, o município, que anteriormente utilizava mais de 90% de cultivares híbridas de milho, usa hoje menos de 50%, possuindo estoque de sementes de cultivares crioulas para trocar e comercializar com outros agricultores.

     Essa mudança significativa no quadro de produção de milho se justifica pelas vantagens de adaptabilidade destas cultivares em relação às híbridas nas condições de cultivo da região, possibilitando às famílias reduzir os custos das lavouras, além de diminuir significativamente o uso de agroquímicos e aumentar a renda através da comercialização de sementes para outros produtores rurais.

    Este projeto visa à implantação de um programa de melhoramento participativo (PMP) de milho crioulo na região. Programas de melhoramento convencional não são eficientes em desenvolver cultivares para situações de reduzida entrada de insumos e adaptadas a estresses bióticos e abióticos freqüentes nos ambientes considerados marginais de muitas propriedades familiares. No âmbito de um programa de melhoramento participativo, os ensaios são desenvolvidos nas propriedades dos agricultores, sob as mesmas condições em que as cultivares serão produzidas posteriormente, com a efetiva participação dos agricultores e da equipe técnica.

     Para a implantação de um programa de melhoramento participativo de milho crioulo na região de Ibarama, os pesquisadores e acadêmicos da UFSM, juntamente com a EMATER/RS, realizarão um conjunto de atividades incluindo a realização de várias reuniões e de um seminário local e micro-regional, bem como dias-de-campo nas unidades de produção agrícola e nas unidades experimentais a serem constituídas. Estão previstas unidades de aprendizagem  destinadas à formação de monitores, acadêmicos e agricultores, para que estes cumpram o papel de agentes de divulgação e sensibilização de agricultores familiares e extensionistas da região Centro-Serra.

    SISTEMATIZAÇÃO DAS AÇÕES DE EXTENSÃO, ENSINO E PESQUISA RELACIONADAS ÀS CULTIVARES DE MILHO CRIOULO REALIZADAS NOS MUNICÍPIOS DA MICRO-REGIÃO CENTRO-SERRA DO RS

     

    Coordenadora e vice: Lia Rejane Silveira Reiniger e Marlove Fátima Brião Muniz

    Agência Financiadora: Sesu/MEC – Programa Proext 2012

    Período de vigência: jan a dez/2012

     

    O objetivo é a fazer a sistematização das ações de extensão, ensino e pesquisa, que estão em curso desde 2009, direcionadas à implantação de um Programa de Melhoramento Participativo de milho crioulo em Ibarama. Pretende-se ainda estender essas ações para os demais municípios que compõem a micro-região Centro-Serra, RS. Trabalharão no projeto pesquisadores e acadêmicos da UFSM e extensionistas da ASCAR/EMATER daquela localidade.

     As ações a sistematizar, embasadas na Ciência Agroecológica, são integrantes de dois projetos multidisciplinares que receberam financiamento do CNPq, em 2009 e 2010, relacionados às cultivares de milho crioulo, mantidas e/ou resgatadas pela comunidade de Ibarama-RS.

     Dentre essas atividades destacam-se seminários locais e micro-regionais, dias-de-campo, unidades de aprendizagem, reuniões técnicas, oficinas, além do mapeamento do processo de resgate e conservação dessas cultivares na micro-região referida. O objetivo geral deste projeto consiste em desenvolver ações de caráter interdisciplinar e orientadas pelo enfoque agroecológico e participativo, visando ampliar o escopo do programa de melhoramento participativo de milho crioulo, hoje desenvolvido em Ibarama, para os demais municípios da micro-região centro-serra do estado do RS, articulando esforços de pesquisa, ensino e extensão com as ações das diversas instituições atuantes no desenvolvimento regional.

  • Programa SOMAR

    PROGRAMA SOMAR: SISTEMA DE ORIENTAÇÃO E MOBILIZAÇÃO ASSISTIDA COM RESPONSABILIDADE TÉCNICA EM AGROINDUSTRIALIZAÇÃO DE PRODUTOS DE ORIGEM ANIMAL E VEGETAL EM ASSENTAMENTOS DE REFORMA AGRÁRIA NO RIO GRANDE DO SUL

     

    Coordenador: Paulo Roberto Cardoso da Silveira

    Agência Financiadora: INCRA – Programa de ATES

    Período de vigência: 2009 - 2011

     

    O objetivo foi assessorar o Programa Terra Sol, do INCRA, na implantação de empreendimentos voltados ao processamento de matérias-primas de origem animal e vegetal nos assentamentos de reforma agrária. Surgiu da necessidade detectada pelo INCRA de constituir uma assessoria especializada para acompanhar os empreendimentos de agroindustrialização nos assentamentos, com as seguintes finalidades:

    - reformatar os projetos de instalações e equipamentos, de modo a viabilizar sua legalização ambiental e sanitária;

    - preparar os grupos gestores para gestão e operação das unidades agroindustriais, enfocando a capacitação e as ações de monitoramento contínuo;

    - elaborar novos projetos de unidades agroindustriais nos assentamentos, envolvendo entrepostos de leite, laticínios, abatedouros e fábrica de embutidos, padarias, moinhos coloniais, unidades de processamento de vegetais e unidades de recepção, secagem e armazenagem de arroz;

    - contribuir para a qualificação de engenhos de arroz;

    - definir estratégias de comercialização e marketing, envolvendo a produção de embalagens e sua aprovação junto aos organismos legais.

    Em seus três anos de atuação, o Programa SOMAR contou com profissionais das áreas de arquitetura, geografia, gestão ambiental, tecnologia de alimentos, administração, tecnologia em agropecuária e design. Essa equipe interdisciplinar procurou agir junto às famílias assentadas gestoras das unidades agroindustriais, aos profissionais de ATES* e às prefeituras municipais.

    O Programa SOMAR finda em 2011, deixando um saldo altamente positivo de viabilização do funcionamento pleno de vários empreendimentos e um conjunto de projetos qualificados para futuras unidades agroindustriais. De forma negativa, percebe-se a decisão do INCRA em não renovar o convênio, o que deixa os empreendimentos sem assessoria em sua fase mais decisiva, o início de sua operação.

     

    *ATES (Programa de Assessoria Técnica, Social e Ambiental à Reforma Agrária do INCRA)

     

  • Interação Brasil-África
    Agricultura Familiar e Sustentabilidade
    Agricultura Familiar Conservacionista e Segurança Alimentar

    “AGRICULTURA FAMILIAR E SUSTENTABILIDADE: A PROBLEMÁTICA DA DEGRADAÇÃO DO SOLO E DOS RECURSOS HÍDRICOS NOS SISTEMAS DE PRODUÇÃO AGROPECUÁRIOS E NA EXTENSÃO RURAL – PRÓ-ÁFRICA 1”

     

    Coordenador: Danilo Rheinheimer dos Santos

    Agência Financiadora: CNPq  (Edital MCT/CNPq N º 12/2008)

    Período de Vigência: janeiro a dezembro de 2009.

    Países envolvidos: Brasil, Moçambique e Argélia

     

    Esse projeto fez parte do Programa de Cooperação Temática em Matéria de Ciência e Tecnologia – PROÁFRICA do CNPq e visou realizar visitas exploratórias à Argélia e a Moçambique para identificar os principais problemas relativos à agricultura familiar nesses países e as áreas passíveis de interação futura com os pesquisadores.

    Na Argélia, a população está concentrada principalmente nas zonas urbanas próximas ao mar mediterrâneo, enquanto que cerca de um quarto dos seus habitantes vive no meio rural, em unidades de produção de agricultura familiar. Boa parte do país corresponde ao deserto do Saara e apenas 3% do seu território é área agricultável. As atividades agrícolas principais são a produção de trigo, cevada, aveia, batata, azeitona e frutas, como uvas e tâmaras.

    Moçambique, no sul da África, é um país com um grande potencial agrícola, mas com problemas sociais elevados. Mais de 70% da população vive no meio rural e, ainda assim, há pouca força de trabalho nas pequenas propriedades. Este aparente paradoxo se deve a questões culturais (já que apenas a mulher é responsável pelas atividades agrícolas), mas também às questões de saúde e à falta de condições mínimas de infraestrutura para o trabalho.

     Do território moçambicano, aproximadamente 45% tem potencial para agricultura, mas apenas 5% dessa área são utilizadas. A absoluta maioria das áreas rurais moçambicanas é do tipo propriedade familiar e 80% da agricultura são do tipo de subsistência. Em Moçambique, a atividade rural é pautada pelo extrativismo de madeira de florestas nativas ou pela produção de culturas que envolvem baixa tecnologia, como cana-de–açúcar e mandioca.

    Através deste projeto, Danilo Rheinheimer dos Santos e José Marcos Froehlich, ambos os professores da UFSM, fizeram visitas exploratórias à Argélia (Université de Mostaganem, Université d'Oran et Grand École d'Agronomie d'Alger) e a Moçambique (Universidade Eduardo Mondlane e Ministério da Agricultura), ocasião em que tiveram oportunidade de conhecer algumas propriedades de agricultura familiar nesses países e travar contato com os pesquisadores de lá.

    Em contrapartida, dois professores africanos (Mohamed Benkhelifa da Argélia, e Eunice Cavane, de Moçambique) estiveram no Brasil, participando de várias atividades na Universidade Federal de Santa Maria, na Universidade de Passo Fundo e na Embrapa, além de terem visitado algumas propriedades da agricultura familiar e assentamentos no nosso estado.

    “AGRICULTURA FAMILIAR CONSERVACIONISTA E SEGURANÇA ALIMENTAR: RECUPERAÇÃO DO SOLO E MANEJO ADEQUADO DA ÁGUA. PRÓ-ÁFRICA 2”

     

    Coordenador: Danilo Rheinheimer dos Santos

    Agência Financiadora: CNPq (Edital MCT/CNPq nº 016/2010)

    Período de Vigência: jan/2011 a dez/2012

    Países envolvidos: Brasil, Moçambique e Argélia

     

    Originado das visitas exploratórias realizadas à Argélia e a Moçambique no ano de 2009, através do projeto anterior (Pró-África 1), este projeto também faz parte do Programa de Cooperação Temática em Matéria de Ciência e Tecnologia do CNPq. O objetivo agora foi tratar de alguns dos temas de pesquisa que haviam sido levantados, relacionados com o manejo de solo e água como estratégia de produção de alimentos básicos e combate à fome. Do Brasil, participam pesquisadores da UFSM, da UPF e da UDESC; da África, pesquisadores da Université de Mostaganem (Argélia) e da Universidade Eduardo Mondlane (Moçambique).

    Para melhorar a produtividade dos cultivos na Argélia e em Moçambique, este projeto propõe a instalação de experimentos demonstrativos, usando a tecnologia de produção agrícola existente no Brasil.

    Para a Argélia, as principais ações propostas dizem respeito ao emprego do sistema plantio direto, visando: (a) reduzir a quantidade de mão-de-obra necessária nas propriedades dos agricultores familiares, (b) armazenar maior quantidade de água, e (c) diminuir drasticamente a erosão hídrica e eólica. Será feita a introdução de leguminosas fixadoras de nitrogênio como estratégia para aumento da produtividade, e de sistemas de captação de água da chuva simplificados e sistemas eficientes de irrigação.

    Para aumentar a produtividade dos cultivos agrícolas em Moçambique, o projeto pretende introduzir o uso do sistema plantio direto, visando diminuir a demanda por mão-de-obra na agricultura familiar, armazenar maior quantidade de água no solo e reduzir drasticamente sua erosão hídrica. A difusão do uso eficiente de corretivos da acidez e fertilizantes em sistemas conservacionistas de manejo do solo e do uso eficiente de água fará parte da estratégia para garantir a alimentação familiar das famílias extremamente pobres do país.

    O projeto prevê a realização de visitas de pesquisadores brasileiros à Argélia e a Moçambique, bem como de pesquisadores desses dois países ao Brasil. Em outubro de 2011, estiveram em visita a Moçambique os professores Danilo Rheinheimer e Ricardo Simão Dalmolin, ambos da UFSM. Danilo Rheinheimer e o professor Edson Bortoluzzi, da Universidade de Passo Fundo, visitaram a Argélia em dezembro de 2011.

  • Alternativas de organização da EAD na construção de práticas de ATER

    ESTUDO DAS ALTERNATIVAS DE ORGANIZAÇÃO DA EAD NA CONSTRUÇÃO DE UMA INOVADORA PRÁTICA DE ATER VINCULADA AO ENSINO

     

    Coordenador: José Marcos Froehlich

    Vice-coordenador: Pedro Selvino Neumann

    Coordenador executivo: Solano Bertol

    Financiador: MCT/CNPq/MDA/SAF/Dater

    (Edital CNPq 033/2009)

    Período de Vigência: 01/01/2010 à 01/10/2012

     

    Aproveitando o espaço da criação do curso Tecnólogo em Agricultura Familiar e Sustentabilidade (TAFS) da UFSM, na modalidade EaD da Universidade Aberta do Brasil, o projeto visa introduzir a sistemática de pesquisas participativas entre os alunos dos diferentes pólos de apoio presencial do curso. A equipe do projeto é composta pelos professores-pesquisadores proponentes, seus orientandos de doutorado, mestrado e iniciação científica, além dos profissionais ligados a agricultura familiar nos municípios pólos. Também participam profissionais de diversas instituições ligadas à agricultura familiar que já formam parcerias com o Núcleo de Estudos em Agricultura Familiar (NESAF) da UFSM.

    O projeto tem como ponto de referência os 11 pólos EaD-UAB que sediam o curso TAFS e visa constituir um núcleo de assessoria para orientação e qualificação de agricultores, estudantes e agentes locais de ATER Assistência Técnica e Extensão Rural envolvidos em questões relacionadas à agricultura familiar nos locais pólos do curso. Serão desenvolvidas pesquisas a fim de obter três produtos em cada pólo envolvido:

    ·análise e diagnóstico dos sistemas agrários predominantes em cada região;

    ·elaboração de um projeto de desenvolvimento rural com cada turma;

    ·um projeto de expansão de cada pólo e de desenvolvimento de atividades de extensão para aproveitar melhor a estrutura e os apoios institucionais.

    Ao proporcionar aos alunos uma formação diferenciada que une teoria e prática profissional, espera-se estimular neles o espírito investigativo e de construção do conhecimento a partir da realidade vivenciada.

    A meta é chegar ao final dos trabalhos com um projeto participativo de integração de ações locais de educação do campo, ensino agrícola e de extensão rural de forma a promover a inserção dos alunos na comunidade local.

     

Universidade Federal de Santa Maria – UFSM - Av. Roraima, 1000 - Cidade Universitária - Bairro Camobi

Santa Maria – RS – Brasil - CEP: 97105-900