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A) A Universidade Federal de Santa Maria e sua Inserção Histórica na Expansão do Ensino Público Brasileiro

A Universidade Federal de Santa Maria-UFSM foi criada pela Lei n. 3.834-C, de 14 de dezembro de 1960, com a denominação de Universidade de Santa Maria, instalada solenemente em 18 de março de 1961. A UFSM surgiu a partir da agregação de faculdades já existentes em Santa Maria: a Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras Imaculada Conceição, a Escola de Enfermagem Nossa Senhora Medianeira pertencente à Sociedade Literária e Caritativa São Francisco de Assis, as Faculdades de Direito e de Ciências Políticas e Econômicas pertencente aos Irmãos Maristas e, a Faculdade de Farmácia. Registra-se então que a UFSM foi à primeira universidade pública federal do Brasil a instalar-se fora de uma capital, tendo por objetivo a promoção da interiorização do Ensino Superior no País, estendendo sua atuação, inclusive, para Roraima, Rondônia, etc interior do estado do Rio Grande do Sul, desde os anos 60.Também desde sua origem possuía a Faculdade Interamericana que reunia uma significativa parcela de alunos oriundos da maioria dos países latinos (principalmente da América do Sul), em que aqui realizaram sua graduação e a pós-graduação (destacando-se as áreas das Rurais , Exatas e Educação).A inserção da UFSM como um dos polos de expansão do ensino público superior tem sua continuidade e contribuição no século XXI, com sua participou direta, por exemplo, na criação e implementação da Universidade Federal do Pampa (UNIPAMPA) no RS, na expansão de seus campi em outras regiões do Estado e na sua atuação nacional e internacional (ex: Cabo Verde na África) também na modalidade do ensino a distância. Ou seja, a UFSM contribuiu e contribui na formação inicial e continuada de profissionais que foram a base tanto para a criação de novas estruturas, quanto para o fortalecimento e qualificação de outras tantas em nível nacional e internacional. A atual estrutura da UFSM constituitui-se de oito Unidades Universitárias: Centro de Ciências Naturais e Exatas, Centro de Ciências Rurais, Centro de Ciências da Saúde, Centro de Educação, Centro de Ciências Sociais e Humanas, Centro de Tecnologia, Centro de Artes e Letras e Centro de Educação Física e Desportos. Em 20 de julho de 2005, o Conselho Universitário aprovou a criação do Centro de Educação Superior Norte RS/UFSM CESNORS (cidades de Frederico Westphalen e Palmeira das Missões), passando a UFSM a contar com dez Unidades Universitárias. A instalação do CESNORS teve como objetivo impulsionar o desenvolvimento da região norte do Estado do Rio Grande do Sul, visando à expansão da educação pública superior. Em 2008, foi criada a Unidade Descentralizada de Educação Superior de Silveira Martins/UFSM UDESSM, localizada em Silveira Martins. Em 2013 foi aprovado a nova Unidade Universitária, com o Campus de Cachoeira do Sul, que iniciou a ser implementada em 2014. Da estrutura da Universidade, fazem parte também Escolas de Ensino Básico, Técnico e Tecnológico: Colégio Politécnico da Universidade Federal de Santa Maria e o Colégio Técnico Industrial de Santa Maria. O campus da UFSM na cidade de Santa Maria, que abrange a Cidade Universitária Prof. José Mariano da Rocha Filho, está localizado na Avenida Roraima n. 1000, no Bairro Camobi, onde encontra-se a maior parte das atividades acadêmicas e administrativas. Funcionam também no centro da cidade de Santa Maria outras unidades acadêmicas e de atendimento à comunidade. A área territorial total da UFSM é de 1.837,72 hectares, nos quais as edificações perfazem 309.332,72 m2 de área construída no Campus, além de 22.259,41 m2 em edificações no centro da cidade. A UFSM em 2014 mantém 127 cursos, 115 de graduação presenciais, 12 graduações Ensino a Distância, e 107 cursos de pós-graduação, sendo 50 de mestrados, destes 7 são de mestrado profissional, 28 de doutorado e 26 de especialização. O contingente educacional da UFSM é de 28.862 alunos (2º semestre de 2014) em cursos permanentes, distribuídos entre os três níveis de ensino, dos quais 19.570 são do ensino de graduação, 4.707 do ensino de pós-graduação e 3.479 do ensino médio e tecnológico e 534 do ensino básico. O corpo docente é composto de 1.850 professores do quadro efetivo (graduação, pós graduação e ensino médio e tecnológico);e o quadro de pessoal técnico-administrativo é composto por 2.806 servidores. Neste contexto Institucional, o Centro de Ciências Sociais e Humanas (CCSH), que até 2006 encontrava-se com seus cursos espalhados entre prédios do campus central/sede e do centro da cidade de Santa Maria (em duas regiões), hoje, encontra-se com a grande parte de seus cursos, em prédios novos, na sua nova unidade do campus central/sede da UFSM. Nesta nova estrutura encontra-se o curso de Graduação em História Licenciatura e Bacharelado e o Programa de Pós-Graduação em História. A estrutura do CCSH continua em expansão, sendo que foi finalizada a obra da nova biblioteca da área de Humanidades em sua parte “física”, sendo prevista sua organização interna (transferência do acervo, mobiliário, equipamentos, pessoal...) para o final de 2015.Também destacamos a participação da UFSM no Prof História promovido pela UFRJ, em que internamente na UFSM é uma parceria do Centro de Ciências Sociais e Humanas(CCSH)/PPGH com o Centro de Educação(CE).Assim, salientamos que a UFSM possui uma atuação histórica no processo de expansão efetiva do ensino superior público federal brasileiro e uma integração regional-transnacional no que tange o tripé ensino, pesquisa e extensão. E, a área de História tem acompanhado este processo histórico.

B) O Curso de Graduação em História: Experiência, Fundamentos e Integração com o Programa de Pós Graduação em História

O Programa de Pós-Graduação em História, com o Mestrado Acadêmico em História, criado com a aprovação da CAPES em dezembro de 2010 e, a proposta do Doutorado em História aprovado em dezembro de 2014, foi ancorado em uma experiência consolidada por mais de 50 anos de existência do curso de Graduação em História. Seu quadro docente além da formação exigida, possuía, na maioria, uma experiência em atuações em outros programas de pós-graduações e uma produção condicente com a área de Concentração e Linhas de Pesquisa.
O Curso de Graduação em História da Universidade Federal de Santa Maria foi criado pela lei de número 3.958, em 13 de setembro de 1961,publicado no D.O.U. de 22 de setembro do mesmo ano. A instalação do referido curso deu-se no ano de 1965, com a federalização do curso de História até então mantido pela Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras "Imaculada Conceição", agregada a UFSM. O Curso de História da UFSM, de acordo com as novas diretrizes curriculares, Parecer CNE/CES 492/2001 e a Resolução CNE/CP 2, de 19 de fevereiro de 2002, bem como o Parecer nº CNE/CES 108/2003, , atendendo essa legislação bem como procurando possibilitar um novo perfil de profissional de história para a sociedade e assim também atender as exigências do mundo contemporâneo, organizou um novo currículo que integralizou a formação do bacharel e do licenciado (2004).Tal mudança, entre outros, levou a uma maior procura pelo curso e com isso uma concorrência na seleção da UFSM, que nos últimos anos, apresenta uma média de 10 alunos por vaga. Também registramos que de 1985 até 2014, a UFSM ofertou o curso de Especialização Lato sensu em História do Brasil, objetivando a atualização e qualificação dos docentes das escolas do ensino básico da região central. O Curso formou mais de 700 Especialistas em História.
O Departamento em História da UFSM ofertou de 2010 a 2014, uma turma do curso do PARFOR, avaliado com conceito 5, com a finalidade de atender a demanda no Estado do Rio Grande do Sul, por qualificar professores que estavam em exercício do magistério na rede pública do ensino básico, porém não possuíam curso superior ou não possuíam graduação em História.
No que tange especificamente ao Departamento de História da UFSM, ele é constituído por treze doutores, que se somaram a outros docentes de outros departamentos da UFSM, com titulação em História e/ou em áreas afins, que formaram a base do quadro de docentes permanentes do Mestrado Acadêmico quanto do Doutorado em História ( aprovado em dezembro de 2014 pelo CTC da Capes) do PPGH. Além desses temos docentes oriundos de Universidades parceiras, como da Rede da Associação das Universidades do Grupo Montevidéu (AUGM), que compõem o quadro de permanente (UDELAR, UNMDP) e de colaboradores do PPGH (UNMDP, UnB).
É importante ainda registrar que o corpo docente agregado aos discentes e servidores técnico-administrativos construíram e constroem toda a relação qualificada de ensino-pesquisa-extensão, também demonstrada nos mais diversos projetos, publicações, núcleos e laboratórios, no perfil dos egressos, entre outros, que fazem parte da história da área de história na UFSM em todos esses anos.

C) O Programa de Pós-Graduação em História da UFSM – Mestrado e Doutorado em História

A partir desta síntese que procurou situar o trabalho da área de História na UFSM, explicita-se, em parte, a motivação em cada vez mais valorizar, qualificar e expandir a atuação da área de História de nossa Instituição de Ensino Superior - a UFSM, e de honrarmos o ensino público e a sociedade brasileira. Nesse sentido, isso levou-nos a necessidade e a responsabilidade de propormos, em 2010, a criação do Programa de Pós-Graduação em História, por meio da criação do Mestrado Acadêmico em História. Objetivo esse alcançado com a aprovação junto à CAPES, em dezembro de 2010, com conceito 3. E, a conquista do conceito 4 na avaliação do triênio, mesmo sendo para nós considerado dois anos de existência do curso, 2011 e 2012. Nesta avaliação tivemos como conceito dado pela Comissão, Muito Bom na maioria dos itens. Com a mesma motivação em que propomos a criação do curso de Mestrado em 2010, propomos a criação do Doutorado em História, que tramitou internamente na UFSM em 2013 e obteve aprovação do Conselho Universitário em abril de 2014. E, em julho de 2014 inserimos nossa proposta de criação do Doutorado no novo aplicativo do APCN na Plataforma Sucupira. Em 2014 tal proposta obteve aprovação na avaliação da Comissão da área de História e, em dezembro pelo CTC/Capes, com conceito 4. Nesse sentido, no final de 2014 atingimos uma importante meta, desde a criação do Mestrado, ou seja, a aprovação e consequente criação do Doutorado em História na UFSM. Doutorado que iniciou suas atividades em 2015, abrindo o processo de inscrição em janeiro e realizando a seleção no mês de fevereiro.
No projeto aprovado na UFSM e pela Capes houve a manutenção da mesma Área de Concentração, ou seja, História, Cultura e Poder. No que tange as Linhas de Pesquisa houve uma reformulação em sua nomenclatura, com o fim de dar uma visibilidade mais ampla e específica ao mesmo tempo à produção e proposição do grupo de docentes credenciados no PPGH. Da mesma forma, em 2015, com apoio da Coordenação da área, o PPGH criou uma nova Linha de Pesquisa, ficando assim com três Linhas de Pesquisa: a) Fronteira, Política e Sociedade; b) Cultura, Migrações e Trabalho; e c) Memória e Patrimônio.  Em nosso trabalho continuamos destacando a importância de uma gestão compartilhada e a integração do grupo, do trabalho integrado entre docentes e discentes, a Coordenação e Secretaria, Colegiado do Curso, Comitê Científico, Comissão de Bolsas. Trabalhamos com metas e com o respectivo planejamento para o alcance destas metas. Com isso, procuramos estabelecer um diálogo permanente e participativo com as instâncias representativas da área, através, por exemplo, da participação no Fórum de Coordenadores dos PPGH´s no âmbito da ANPUH Regional e Nacional, da interação com a coordenação da área de História na CAPES, e também através do Fórum dos coordenadores dos PPGs da UFSM que possibilitam que o PPGH se auto avalie, se planeje e alcance seus objetivos/metas.
Em relação ao quadro de docentes, registramos que o processo de avaliação realizado pelo Comitê Científico e a Coordenação do PPGH, como da Pró-Reitoria no processo de organização do projeto de Doutorado, foi realizada uma avaliação para o credenciamento, o recredenciamento ou descredenciamento do quadro permanente interno, tendo como meta continuidade da qualificação do mestrado e a criação do doutorado em História. Assim, o quadro docente ficou assim constituído, em sua caracterização geral, efetivado a partir de 2015: 1) docentes credenciados como permanentes para o PPGH tanto para o Mestrado como para o Doutorado, 2) docentes que atuarão apenas no Doutorado como permanentes; 3) docentes que atuarão no Mestrado como colaboradores e atuarão no Doutorado como permanentes 4) docentes que apenas atuarão no Mestrado e, 5 )docentes que atuarão como colaboradores no Doutorado. Para definir o corpo docente que atuará no Doutorado o colegiado do PPGH, bem como seu Comitê Científico, basearam-se nos seguintes conjunto de critérios: a experiência em orientação (pelo menos 2 orientações de mestrado concluídas para poder atuar no doutorado), a produção científica (artigos publicados entre A1 a B1, e demais produção), tempo de titulação como Doutor.
Neste rápido perfil de nossos docentes, que compõem também parte da história de do PPGH da UFSM, salientamos que está presente na formação de nossos discentes tanto a experiência específica da área de História quanto a interdisciplinaridade e a internacionalização. Assim, um dos fatores que favorecem este processo no âmbito regional (uma concepção de regional transnacional) é a própria localização geográfica da UFSM, como já foi mencionado. Nesse sentido, o processo de internacionalização no PPGH buscará aprofundar as relações internacionais e interinstitucionais por meio de projetos de pesquisa conjuntos, reuniões de trabalho e estudo, realização de estágios de pesquisa, co-tutela e dupla diplomação, publicações, intercâmbios de alunos e professores estrangeiros que atuam no PPGH, entre outros, integradas às Linhas de Pesquisa do Programa, promovem a qualificação da formação continuada e da produção acadêmicas dos docentes e discentes. 


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