Histórico - ppgop

O Curso de Mestrado Profissional em Gestão Pública foi criado no ano de 2010, tendo sua primeira turma ingressado no ano de 2011. Sua proposta surgiu do entendimento de que a área de gestão pública necessitava de uma formação aplicada em nível de pós-graduação stricto sensu e de que o já maduro Programa de Pós-Graduação em Administração (PPGA) da UFSM contava com a experiência necessária para assumir esse desafio. Por se tratar de uma universidade pública, a experiência dos docentes em gestão muito contribuiu para a elaboração da proposta do programa, que buscou também agregar docentes oriundos de outros departamentos de forma a qualificar o curso.

O Mestrado Profissional em Gestão Pública é um dos únicos cursos dessa modalidade oferecidos no país, sendo o único presencial no Estado do Rio Grande do Sul. Seu pioneirismo na região Sul, alinhado à proposta de rigor científico e aplicação prática, colocam-no em destaque e com promissora trajetória de consolidação e crescimento.

O curso de Mestrado Profissional em Gestão de Organizações Públicas da UFSM tem sua origem pautada em três vértices: educacional, social e tecno-econômico. Em termos educacionais, é tácita a necessidade de qualificação profissional de servidores públicos, a qual aflora nas mais variadas mazelas apontadas pela sociedade civil e órgãos reguladores. A busca pela melhoria dessa situação é refletida na relevância social deste curso, i.e., a formação de recursos humanos qualificados para as Organizações Públicas pode contribuir para o aprimoramento de suas gestões. Por fim, o curso visa proporcionar a disseminação de técnicas e de conhecimentos para qualificar a esfera pública, contribuindo para os desenvolvimentos micro-regional, regional e nacional. Em linhas gerais, o curso tem por finalidade contribuir para a correção das assimetrias regionais em termos de formação em nível de mestrado profissional na área de gestão de organizações públicas.

Tendo iniciado suas atividades no ano de 2011, o curso pode ainda ser considerado como em processo de consolidação de seus objetivos, o que tem sido buscado pelos docentes na condução de disciplinas e orientações de trabalhos de conclusão e/ou de dissertações de mestrado. A respeito dos trabalhos de conclusão, aqueles que já foram defendidos (aproximadamente 100 trabalhos) evidenciam que os objetivos do curso estão sendo alcançados e que os egressos apresentam características que lhes habilitam a assumir o compromisso de atuar como agentes de transformação e de qualificação dos processos de gestão pública, em suas diferentes esferas. A tendência definida para o mestrado profissional, portanto, é a de manutenção dos objetivos atuais, de forma que os impactos em termos de qualificação do setor público possam ser identificados nas organizações com as quais o curso estabelece convênios. Observa-se, desse modo, que os egressos têm contribuído de forma expressiva em suas organizações, gerando ganhos de eficiência para diversos setores públicos, o que traz benefícios ao contribuinte e à sociedade em geral, que tem a possibilidade de se deparar com serviços públicos mais ágeis, eficazes e de resultados adequados.

Ressalte-se, que em seu quinto ano de atividade, em 2015, o curso passou por uma mudança expressiva de posicionamento. Em 2015 começou o processo de separação do Curso de Mestrado Profissional em Gestão de Organizações Públicas dentro da estrutura do Programa de Pós-Graduação em Administração. Isso acabou culminando na criação do Programa de Pós-Graduação em Gestão de Organizações Públicas (PPGOP), finalizada em 2016.

Tal separação de estruturas é fruto das mudanças ocorridas no processo de avaliação dos cursos. O Curso de Mestrado Profissional em Gestão de Organizações Públicas foi criado dentro do Programa de Pós-Graduação em Administração, no ano de 2011, sob a perspectiva que um programa poderia abranger um curso de mestrado acadêmico, um curso de mestrado profissional e um curso de doutorado. Isso pode ser melhor explicitado no documento de área, na época da criação do curso: “A participação de um professor em um curso de modalidade profissional oferecida pela mesma IES não se configura como dupla participação” (pág. 04 do documento de área de 2009).

Todavia, a partir de 2013, essa regra mudou. Isso também pode ser demonstrado no documento de área: “em todos os casos de docentes atuando em dois cursos (mestrado profissional ou acadêmico) será analisada a carga somada de trabalho (curso 1 + curso 2) para cada docente e verificado se a somatória não ultrapassa os limites estabelecidos pela Capes”  (pág. 6 do documento de área de 2013)”

Além disso, no documento da área de Administração, Ciências Contábeis e Turismo, do triênio 2010-2012, na sua página 45, foi ressaltado: “a proporção máximo admitida de dupla participação de docentes para o conceito muito bom é de 50% no número de docentes permanentes de cada programa acadêmico. No caso de dupla participação, sendo um acadêmico e outro profissional, o percentual máximo admitido será de 70%”. Dessa forma, na última avaliação houve uma clara separação entre os cursos acadêmico e profissional.

A participação conjunta nos dois cursos (acadêmico e profissional) prejudicou a avaliação, na Capes, no último triênio, conforme ressalta o documento de avaliação do curso. “A proporção de docentes permanentes com dois vínculos permanentes é elevada para os parâmetros da área” (Ficha de Avaliação do Curso Acadêmico de Administração da UFSM, pág. 2).

Além disso, disso alguns docentes que trabalhavam no Curso de Mestrado Profissional não tinha o perfil adequado para a execução das atividades. Ou seja, gostavam de trabalhar apenas com pesquisa.

O processo ocorreu em todas as instâncias e significou em uma nova estrutura para o PPGOP, ou seja, separação dos colegiados e criação de um regulamento próprio para o programa. Isso permitiu o crescimento acentuado do programa nesses últimos dois anos conforme pode ser observar pelos números apresentados no quadriênio.

Após a separação, no ano de 2016, foi realizado uma ampla discussão sobre as linhas de pesquisa do programa, foi criado novo sistema de credenciamento e descredenciamento de docentes (exposto nas informações complementares), o que culminou na reformulação das duas linhas para o programa: 1) Ferramentas de Avaliação e Controle da Gestão Pública e 2) Interfaces das organizações públicas, pessoas e sociedade. Além disso, pelo sistema de credenciamento de novos docentes ingressaram 07 novos docentes no ano de 2016. Dessa forma, foi definido que alguns docentes, a partir de 2017, quando finalizados as orientações dos seus discentes irão se concentrar suas atividades em apenas um programa. Ou seja, alguns docentes vão se retirar do PPGOP e trabalhar exclusivamente no PPGA e vice-versa. Nesse caso, a estrutura do PPGOP ficará com aproximadamente 60% dos docentes exclusivos ao programa.

Essa separação foi aprovada em todos os níveis da UFSM e foi homologada pela Capes a mudança do nome do programa, no ano de 2017. A CAPES como órgão avaliador sempre tratou os cursos como distintos. O código de avaliação dos cursos acadêmicos é diferente do código de avaliação do curso profissional. O Mestrado Profissional apresenta relatório em separado no Sucupira. A avaliação dos cursos é realizada por comitês e critérios diferentes. As notas dos cursos na modalidade acadêmica e profissional também são independentes.

Assim, não apenas do nível burocrático, mas principalmente do ponto de vista gerencial, a separação dos programas possibilitou grandes ganhos para o PPGOP, que podem ser assim expressos:

  1. Melhoria do foco em termos de disciplinas, publicações e ações voltadas exclusivamente para a melhoria gestão pública;
  2. Aumento de trabalhos em anais e periódicos com o foco em gestão pública;
  3. Criação de disciplinas mais focadas na área e que possibilitem uma maior inserção dos discentes na realidade pública;
  4. Criação de eventos próprios sobre gestão pública, como o I Simpósio Internacional de Gestão Pública, acontecido em 2016, na semana do servidor público. Este simpósio contou com a participação de servidores de diversos órgãos públicos da região, oriundos de autarquias, universidades, prefeituras, bancos, órgãos federais e estaduais, polícia militar, etc.
  5. Criação da Revista Práticas de Administração Pública (PAP). Essa revista foi lançada dentro do I Simpósio Internacional de Gestão Pública e é uma revista com caráter pública e profissional. O seu primeiro número saiu no final de 2016;
  6. Lançamento do livro “Ensaios acadêmicos de administração universitária e gestão pública” com uma coletânea dos melhores trabalhos apresentados pelo curso nos seus primeiros 5 anos de funcionamento.
  7. Readequação das linhas de pesquisa do programa permitindo uma melhor inserção de todos os docentes e seus projetos alinhados;
  8. Maior transparência nas ações da coordenação, com a criação de página própria, divulgação de atas, informações aos discentes e comunidade em geral;
  9. Inserção de um professor visitante ao programa específico para trabalhar com gestão pública. O edital de seleção já está aberto e o professor irá ingressar no programa ainda no primeiro semestre do ano de 2017.
  10. Ingresso de novos docentes e retirada de docentes que não tinham o perfil mais adequado para trabalhar na modalidade profissional.
  11. Mudança para uma nova estrutura física com secretaria, sala de coordenação, salas de aulas e salas de estudos para os alunos. Além disso, a separação permitiu que todos os recursos financeiros oriundos do PPGOP sejam investidos no PPGOP. Isso possibilitou a aquisição de todo o material de escritório, mesas, cadeiras, computadores, softwares, todos novos para o programa.
  12. Aumento e foco nos convênios nacionais e internacionais. Agora os convênios realizados, como o convênio com a Universidad Nacional del Este específico na área de gestão pública.
  13. Aumento significativo nas produções técnicas, tecnológicas e bibliográficas na área de gestão pública.

Em síntese tal mudança trouxe crescimento quantitativo e qualitativo para ambos os programas, além disso, permitiu ao PPGOP alcançar voos maiores no próximo quadriênio e a abertura de um Doutorado Profissional em Gestão Pública (projeto em elaboração).

Além do crescimento qualitativo exposto acima, o programa vem se desenvolvendo de forma vertiginosa nos últimos quatros anos conforme exposto a seguir (dados extraídos do Sucupira):

  1. Produção Intelectual (produção bibliográfica e técnica): crescimento de 154,96% no quadriênio (variação entre 2013-2016);
  2. Produção bibliográfica: crescimento de 84,47% no quadriênio (de 206 produções em 2013 para 380 produções em 2016);
  3. Produção técnica: crescimento de 346,05% no quadriênio (variação entre 2013-2016);
  4. Discentes: crescimento de 10,71% no número dos discentes. A partir de 2017, devido ao incremento no número de docentes e a exclusividade de outros docentes, o número de discentes deve crescer ainda mais;
  5. Número de titulados: crescimento de 42,86% no quadriênio. No quadriênio 2013-2016 o PPGOP formou 90 discentes. Espera-se que no próximo quadriênio esse número passe a cada de 120 titulados (em torno de 30 por ano);
  6. Participantes externos: aumento de 304,42% no quadriênio. O aumento do número de participantes externos representa a ampliação da abrangência do programa e do enfoque dados as produções científicas e tecnológicas;
  7. Produção Intelectual por docente: mesmo com o crescimento do número de docentes em 36,36% no quadriênio, a produção individual de cada docente cresceu 86,97% no mesmo período. Isso significa que o aumento no número de docentes qualificou a produção intelectual do programa;
  8. Produção bibliográfica por docente: crescimento de 35,28% no quadriênio;
  9. Produção técnica por docente: aumento de 227,11% no quadriênio.

A exposição desses números quantitativos, juntamente, com a demonstração do desenvolvimento qualitativo do programa reforça a capacidade dos docentes, discentes e coordenação em almejar uma melhor classificação na Capes, constituindo em um programa maduro e com solida formação científica e tecnológica. Além disso, o programa alcançou uma abrangência nacional através de premiações dos trabalhos dos seus discentes em diversos eventos nacionais de inovações na gestão pública.