Acessibilidade: um universo a ser explorado

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No Brasil, o decreto nº 5.296 de 2 de dezembro de 2004, que referencia a acessibilidade, sendo o termo relacionado ao acesso comum de pessoas portadoras de deficiência e ou  de mobilidade reduzida em espaços públicos, uso de produtos, serviços e até informação. Mas, a inclusão e extensão do uso destes para a acessibilidade partem do processo de adaptação realizada por uma série de tecnologias.

O sistema Braille, por exemplo, foi o primeiro sistema de leitura para cegos, idealizado pelo francês Louis Braille. Em 1837, Braille apresentou a versão final do sistema que, embora tenha levado algumas décadas para ser aceito na França, antes do final do século XIX já havia se difundido pela Europa e por outras partes do mundo.

Com a evolução das tecnologias, surgiram novas técnicas e suportes da inclusão de pessoas no universo da leitura. O uso da tecnologia da informação fez com que o computador abrisse um novo horizonte para a leiturabilidade entre os cegos, surgindo assim o leitor de tela, programa capaz de ler o conteúdo da tela em que o usuário está navegando pela rede mundial de computadores. Outra possibilidade do uso do leitor de tela é na leitura de e-Books, livros em formato digital, que podem ser encontrados em livrarias digitais.

Além do leitor de tela, outro processo de interação homem máquina, fez com que o livro falado ganhasse destaque no mundo da literatura mundial, fazendo com que seu público-alvo, no primeiro momento pessoas com deficiência visual, ampliasse para uma série de pessoas que preferem ouvir a narrativa em diferentes momentos do dia, tal como durante uma viagem de final de semana.

Confira na imagem abaixo o que é: Braille, livro falado, e-Book e leitor de tela.

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Acessibilidade na Biblioteca Central da UFSM

“Ler é sonhar pela mão de outrem”. Fernando Pessoa

O universo da leitura é capaz de despertar o imaginário de qualquer ser humano. Pensando em inclusão e acessibilidade de seus alunos, a Biblioteca Central da Universidade Federal de Santa Maria conta com uma sessão exclusiva com livros em Braille e audiolivros.

Atualmente as bibliotecas da UFSM contam com 117 livros em sistema Braille e 171 audiolivros. Maria Inez Figueiredo Figas Machado, diretora da Biblioteca Central da Universidade Federal de Santa Maria, conta que o processo de solicitação de livros na biblioteca ocorre através da demanda de alunos, técnicos e professores da Instituição.

O livro "Umbigo" com poemas de João Proteti e ilustrações de Nireuda Longobardi é um dos livros disponíveis na Biblioteca Central da UFSM disponibilizados a comunidade acadêmica através de parceria com a Fundação Dorina Nowill para cegos.

O livro “Umbigo” com poemas de João Proteti e ilustrações de Nireuda Longobardi é um dos livros disponíveis na Biblioteca Central da UFSM para empréstimo à comunidade acadêmica através de parceria com a Fundação Dorina Nowill para cegos.

“Todo material (em Braille e audiolivro) foram repassados para a Biblioteca Central da UFSM através de uma parceria com a Fundação Dorina Nowill e contam com uma série de regras repassadas pela mesma. Os livros em Braille podem ser retirados pela comunidade acadêmica da UFSM, já os livros falados só podem ser retirados pelo próprio deficiente visual em uma visita a biblioteca”, explica a diretora da biblioteca central.

No acervo em Braille, a biblioteca conta com inúmeros títulos da literatura mundial e brasileira. Entre os clássicos da literatura brasileira, o usuário, pode encontrar obras como: “A rosa do povo” de Carlos Drummond de Andrade, “Clarissa” de Érico Veríssimo, “Emília no país da gramática” de Monteiro Lobato. Além do clássico de literatura infanto-juvenil, “Harry Potter” da escritora inglesa, J. K. Rowling.

Onde procurar ajuda?

Se você for morador de Santa Maria (RS) e região, basta entrar em contato com a Associação de Cegos e Deficientes Visuais (ACDV-SM) e marcar um horário para seu primeiro atendimento. A associação foi fundada em maio de 2003 com o objetivo de integrar os deficientes visuais de Santa Maria.

A Organização não possui fins lucrativos e se preocupada em promover a acessibilidade ao deficiente visual, resgatando-lhe o direito à cidadania e oferecendo-lhe condições para qualificação educacional e profissional, procurando inseri-lo no mercado de trabalho. E para isso, oferecemos aos associados: oficina de informática, oficina musical, oficina de leitura, grupos de apoio psicológico, ensino de Braille e Sorobã, estimulação e reeducação visual (para crianças de zero a oito anos) e treinamento visual.

Saiba mais:

Perfil: Fernanda Taschetto: Enxergar o mundo na ponta dos dedos

Ouça a adaptação de “O Pagador de Promessas” de obra de Dias Gomes. 

Você pode fazer o download deste material aqui. 

Texto: Renata Borsa e Romulo Tondo e  Imagens: Romulo Tondo

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