RESUMOS

Metafísica de Valores y Acaecer de Verdad

Carlos B. Gutiérrez

La primera parte de la conferencia bosqueja el camino de la crítica al concepto de valor en la filosofía de Heidegger. A partir de la insatisfacción del joven discípulo de Rickert con el neokantismo de Baden, la crítica pasa por el enfrentamiento de la teoría de la percepción y del programa general de constitución de Husserl y, tras determinar el origen ontológico del concepto de valor, culmina en la interpretación de la obra de Nietzsche en torno a la función central de ese concepto en la “ metafísica de la subjetividad”.

En la segunda parte plantearé la interpretación heideggeriana del actuar humano como dimensión complementaria de crítica radical a los valores y a todo patrón objetivable de medida. El actuar como mero “ efectuar efectos” presupone el ámbito del acaecer originario de verdad; la vincularidad como plenificación resulta así de un acaecer histórico que tánto más escapa a la intervención del hombre cuanto más cree éste dominarla.

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O Verdadeiro, o Bom e o Belo em Frege

Marco Ruffino

O termo alemão “ Bedeutung “ tem notoriamente duas conotações: uma estritamente semântica (que pode ser expressa pelo termo “referência”), e uma valorativa (que pode ser expressa por “importância”). Esta dualidade foi explorada por Frege no desenvolvimento de sua noção de valores de verdade como referência de sentenças em “ Über Sinn und Bedeutung ”. O propósito desta comunicação é elucidar a interação entre o aspecto valorativo e o aspecto semântico dos valores de verdade em sua obra. Para tanto, examinaremos em detalhes a analogia por ele sugerida entre a lógica, a ética, e a estética.

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Frege e o Neokantismo

Prof. Mário Ariel Porta

Segun una tesis establecida por G. Gabriel y de gran aceptacion en la critica fregueana, Frege debe ser considerado un neo-kantiano. Estudios mas recientes (Zeidler, Peckhaus,etc.) han cuestionado este punto de vista. No obstante, ambas posiciones no han profundizado el tema de modo satisfactorio. De hecho, o analisis de Gabriel se limita a la escuela de Baden, en tanto el de sus criticos, o permenece en generalidades difusas, o efectua la correccion de la tesis de Gabriel en base a textos aislados, elegidos aleatoriamente. Sin embargo, el neokantismo es un complejo movimiento que comprende numerosos autores con posiciones diversas y evoluciones intrincadas, lo que lleva a que sea en extremo dificil, fectuar afirmaciones generales sobre el mismo. Por otra parte, es bien sabido que existe en Frege una evolucion. Mas alla de lo anterior, toda comparacion entre autores, presupone una adecuada reconstruccion de contexto. Intentando satisfacer las tres exigencias indicadas, limitaremos nuestro analisis a la escuela de Marburgo, mas concretamente a Cohen y Natorp, tomando como eje un unico tema, la critica del psicologismo y compararemos las respectivas posiciones en el marco de su evolucion y contexto.

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A concepção fregeana da significação científica do conceito de verdade

Dirk Greimann

A significação científica do conceito de verdade depende de três fatores: (i) a função expressiva deste conceito, ou seja, o papel que a atribuição de verdade desempenhe na formulação de teorias e, em geral, na comunicação científica; (ii) a função epistêmica deste conceito, i.e. o papel que ele desempenha na realização de certos atos epistêmicos, como julgar e fazer uma descoberta científica; (iii) a função exploratória do conceito de verdade, qual seja, o papel ele desempenha nos programas explanatórios da filosofia como, por exemplo, explicar o sentido das expressões lingüísticas. A palestra persegue duas metas: reconstruir minuciosamente a concepção fregeana da significação científica do conceito de verdade e mostrar que esta concepção é coerente, embora ela contenha tanto elementos deflacionistas como elementos substancialistas.

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A Preservação da Verdade

Paulo Faria

Abstract

Um argumento dedutivamente válido é seguidamente caracterizado como um argumento preservador da verdade . O que isso quer dizer é que, satisfeitas certas condições, cuja investigação é tarefa da lógica, de premissas verdadeiras só inferimos conclusões verdadeiras. ‘Preservação da verdade' significa, nesse uso, preservação do valor de verdade , não de verdades particulares. Mas, como Descartes terá sido o primeiro a notar (na terceira das Regras para a Direção do Espírito ), há um sentido de ‘preservação' que é mais fundamental, e do qual o primeiro é dependente. Pois, embora um argumento possa ser, proveitosamente, representado como uma estrutura abstrata, toda inferência é uma seqüência temporal de atos judicativos. A capacidade de destacar corretamente a conclusão de um argumento é parasitária, por isso, da capacidade de preservar, ao longo da inferência, a memória dos conteúdos e atitudes proposicionais que constituem suas premissas. Por isso Descartes escreve que ‘para a dedução não é necessário, como para a intuição, uma evidência atual, mas é antes à memória que vai buscar a sua certeza'. Por isso, igualmente, Tyler Burge afirma que a memória preservativa – a memória responsável pela preservação de conteúdos proposicionais, por oposição à memória episódica ou autobiográfica – é ‘necessária para todo raciocínio que transcorra no tempo, portanto, para todo raciocínio' (‘Memory and Self-Knowledge', 1998). Nesta comunicação, examino a vulnerabilidade da preservação da verdade, mostrando como alterações do conteúdo conceitual da memória preservativa, que seguidamente escapam à detecção pelos próprios sujeitos, constituem uma fonte, tão disseminada quanto usualmente despercebida, de irracionalidade.

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Verdad como validez según Lask

Alejandro G. Vigo

Dos factores convergentes explican el renovado interés que empieza a despertar la figura de Emil Lask en la actual investigación especializada: por un lado, la creciente tendencia a una suerte de rehabilitación del neokantismo, en lo que concierne a sus aportes positivos al desarrollo de la filosofía alemana de fines del s. XIX y comienzos del XX; por otro, el interés cada vez más marcado, en los últimos 20 años, por recontextualizar el pensamiento temprano de Heidegger, dando la importancia que realmente merecen a los factores que influyeron decisivamente en su gestación desde su entorno más cercano. El propio Heidegger ha enfatizado reiteradamente la importancia decisiva de la figura de Lask en sus primeros años de formación filosófica en Friburgo. Heidegger veía en la concepción de Lask un intento de mediación entre la filosofía del valor neokantiana (Rickert) y la fenomenología (Husserl), dentro del cual el esfuerzo por recuperar el horizonte de pensamiento de los grandes filósofos griegos, en particular, Platón y Aristóteles, jugaba un papel decisivo.

La concepción laskiana de la verdad y la constitución del sentido señala, desde el ámbito del pensamiento neokantiano, ya claramente en la dirección del tipo de modelo explicativo que caracteriza a las concepciones fenomenológicas en la línea de Husserl y Heidegger. Lo que Lask elabora es un peculiar modelo de constitución ‘desde abajo', en el cual las configuraciones propias de la objetividad categorial aparecen como sobredeterminaciones del sentido originariamente constituido en el plano de la experiencia antepredicativa. En tal medida, la posición de Lask, que puede ser caracterizada como una suerte de “hylemorfismo trascendental”, trae consigo un giro aristotelizante del paradigma neokantiano.

A su peculiar concepción de la constitución del sentido llega Lask por medio de una reinterpretación intencionalista de la noción de verdad como validez, que el pensamiento neokantiano había tomado de Lotze: ‘validez' ( Geltung ) es, para Lask, siempre ‘validez de algo respecto de ( hacia ) algo' ( Hingeltug ), más específicamente, validez de una forma categorial respecto de ( hacia ) un material sensible.

El presente trabajo intenta dar cuenta de los aspectos principales en la posición elaborada por Lask, llamando también la atención sobre algunas de sus consecuencias sistemáticas más importantes.

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Heidegger: Verdade, desocultamento e normatividade

Róbson Ramos dos Reis

No afastamento crítico de Heidegger por relação ao neokantismo de Baden e a fenomenologia transcendental encontra-se uma análise dos supostos indiscutidos presentes tanto na noção de filosofia como ciência de rigor, quanto na formulação de uma ciência sistemática dos princípios e normas constitutivas do ideal do conhecimento verdadeiro (bem como da ética, da estética e da filosofia da religião). Entre estes supostos está o conceito de normatividade, assim como a noção de verdade como valor pertencente ao contexto da validade. No presente trabalho identificamos sinteticamente a análise crítica de Heidegger, procurando mostrar também que o conteúdo próprio das noções de verdade e ser apresentam elementos relacionados com um certo tipo de normatividade. Esta normatividade pode ser reconhecida na apresentação da compreensão de ser e da transcendência em termos de uma formação vinculante de regras de desocultamento. Considerando a doutrina da verdade ontológica como desocultamento de ser, torna-se admissível falar de uma normatividade da verdade.

Encerramos a apresentação sugerindo que a doutrina da finitude ontológica pode ser entendida como um modo de conceber a natureza da relação de vinculação entre ser e ente, o que, por outro lado, também responde ao problema da suposição ontológica requerida para um ente submetido a tal normatividade. Ao vincular o ser-humano às determinações autônomas dos entes descobertos a partir dos diferentes sentidos de ser compreendidos, mostra-se a liberdade como característica exigida para tal vinculação. Liberdade significa aqui não a determinação formal da ação e da vontade, mas a submissão aos entes e objetos descobertos pelos sentidos de ser. Em última instância, a obrigatoriedade que o desocultamento de ser proporciona para o existente humano não tem a natureza de um dever incondicional, mas de uma correspondência livre.

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