Mesa-redonda discute narrativas e desigualdades sociais e raciais no Sipecom


 A tarde do último dia do V Sipecom iniciou com a mesa-redonda Desafios da pesquisa em cultura e comunicação. Participaram da discussão o pesquisador Luiz Gonzaga Figueiredo Motta, da Universidade Nacional de Brasília (UnB), as pesquisadoras Liv Rebecca Sovik, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e Rosario Sánchez Vilela, da Universidade Católica do Uruguai, além da professa da UFSM e organizadora do evento, Ana Luiza Coiro.

Mesa-redonda discutiu narrativas e desigualdades sociais e raciais. Foto: Leonardo Cortes

Motta também vem ao evento para o lançamento de seu livro, “Análise crítica da narrativa”. O livro é um manual que apresenta técnicas de análise que ultrapassam o jornalismo, e percorrem o campo do cinema, da literatura e da publicidade. A respeito do tema central do livro, o pesquisador falou sobre a representação da narrativa:

- É uma forma que nós utilizamos para organizar o tempo. A análise da narrativa é importante na pesquisa porque permite observar como o mundo é construído e instituído por nós, visto que organizamos o mundo narrativamente. Continue lendo

Manhã do último dia do V Sipecom discutiu as práticas analíticas e técnicas de pesquisa em comunicação


A manhã do dia 17 começou com a mesa-redonda: “Práticas analíticas e técnicas de pesquisa em comunicação”, com os pesquisadores Bruno Souza Leal (UFMG), Mônica Martinez (UNISO) e Nilda Jacks (UFRGS), mediados pela professora Liliane Dutra Brignol (UFSM).

Mesa-redonda apresentou perspectivas “práticas analíticas e técnicas de pesquisa em comunicação”
Foto: Laíssa Sardiglia

O professor Bruno Leal, que está pela primeira vez em Santa Maria, falou sobre a análise de conteúdo. Mesmo reconhecendo as falhas desta metodologia, comentou sobre a importância da pesquisa quantitativa. Segundo ele, a pesquisa quantitativa indica hipóteses: “Ela tem uma importância no sentindo de propiciar certas visões de conjunto,certas visões gerais a cerca de recorrências, daquilo que é mais duradouro, mas que envolve um grande número de agentes, um grande volume de fontes”- completa Leal.

A professora Mônica Martinez discutiu a técnica da história de vida aplicada a pesquisa em comunicação. Em seus trabalhos, Mônica, que diz possuir muito carinho por essa técnica, busca resgatar temas mais amplos como a classe das domésticas, com base no peculiar do ser humano. Continue lendo